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Economia Dólar fecha a R$ 5,38 e Bolsa cai 1,06% em meio a incertezas fiscais

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A moeda norte-americana interrompeu uma sequência de duas sessões de baixa e chegou a superar R$ 5,41 durante o pregão.

Foto: Freepik
A moeda norte-americana interrompeu uma sequência de duas sessões de baixa e chegou a superar R$ 5,41 durante o pregão. (Foto: Freepik)

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (29) em alta de 0,89%, cotado a R$ 5,387, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 1,06%, aos 169.188 pontos. O mercado financeiro voltou a registrar perdas diante das incertezas sobre a política econômica brasileira, as contas públicas e as perspectivas para os juros nos Estados Unidos. A Bolsa acumulou a quarta sessão consecutiva de queda.

A moeda norte-americana interrompeu uma sequência de duas sessões de baixa e chegou a superar R$ 5,41 durante o pregão. Na quarta-feira (28), havia encerrado a R$ 5,340, com recuo de 0,19%. A valorização desta quinta-feira refletiu a cautela dos investidores diante do cenário político e econômico, além das preocupações com a trajetória da dívida pública brasileira.

No mercado de ações, o Ibovespa permaneceu abaixo dos 170 mil pontos, pressionado pela venda de papéis de diferentes setores. A indefinição sobre os rumos da política fiscal e a possibilidade de mudanças na tributação de investimentos aumentaram a cautela. A preocupação dos agentes financeiros está relacionada à capacidade do governo de controlar as despesas e apresentar medidas que garantam a sustentabilidade das contas públicas.

A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O indicador reforçou a atenção do mercado para a evolução das contas públicas e para as medidas que poderão ser adotadas para conter o crescimento do endividamento.

Os juros futuros também avançaram durante a sessão, refletindo a percepção de risco fiscal e as dúvidas sobre os próximos passos da política econômica. Taxas mais elevadas tendem a encarecer o crédito e podem afetar empresas que dependem de financiamentos, especialmente nos setores de varejo e construção civil.

Cenário internacional

Nos Estados Unidos, os indicadores econômicos também estiveram no radar dos investidores. Dados divulgados nesta quinta-feira mostraram crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) americano no terceiro trimestre, em taxa anualizada. A inflação medida pelo índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed), avançou 3,6% em 12 meses.

Os números reforçaram as preocupações com a persistência da inflação nos Estados Unidos e a possibilidade de manutenção dos juros em níveis elevados por mais tempo. Na quarta-feira, o banco central americano manteve a taxa básica entre 3,75% e 4% ao ano.

A combinação de incertezas fiscais no Brasil e preocupações com a política monetária americana manteve os investidores cautelosos. O resultado foi mais um pregão de pressão sobre os ativos brasileiros, com alta do dólar e nova queda da Bolsa.

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