Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de abril de 2016
O senador Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado, acusou o governo de usar a verba de emendas parlamentares para barganhar votos contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. De acordo com ele, o Ministério da Fazenda adiantou pagamentos e priorizou a verba de emendas pagas individualmente aos parlamentares em vez de verbas para as bancadas dos Estados. “O governo está lançando mão de todo tipo de artifício. Dilma mandou antecipar o pagamento de emendas de forma direcionada como uma barganha por votos”, afirmou Caiado.
Para impedir a liberação de emendas parlamentares de forma seletiva, Caiado e o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) entraram com mandado de segurança preventivo no Supremo Tribunal Federal. De acordo com Caiado, a intenção não é barrar o repasse das emendas, mas garantir a liberação de forma igualitária.
Sem provas
Antes da reunião de líderes da Comissão Especial do Impeachment dessa quinta, os deputados de oposição também voltaram a acusar o governo de tentar cooptar parlamentares para barrar, em plenário, o impeachment. Sem apresentar nenhuma prova, os deputados oposicionistas dizem que “está claro que o governo está oferecendo cargos e emendas”, argumentando que há rumores fortes na Casa de que o dinheiro estaria sendo ofertado aos deputados. (AE)
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