Sexta-feira, 09 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2016
Apesar do otimismo com a tramitação do pedido de impeachment no Senado, que a presidenta Dilma Rousseff procurou demonstrar na segunda-feira, integrantes do governo avaliam como muito difícil a tarefa de impedir a aceitação do processo na comissão especial no Senado. Caso a comissão aceite a ação, isso levará ao afastamento imediato de Dilma do Planalto por até 180 dias.
Se esse diagnóstico se confirmar, o Palácio do Planalto concentrará os seus esforços no julgamento do processo de cassação, que exige ainda mais votos dos senadores. Para o acolhimento, é necessária maioria simples dos senadores presentes em plenário. Já para para rejeitar o processo de cassação, basta que Dilma tenha 28 votos dos 81 senadores.
Para conseguir uma virada no processo iniciado na Câmara dos Deputados, o Planalto aposta na melhor qualificação dos senadores e no maior equilíbrio que deverá ser proporcionado pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e, se o processo for aberto, pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. O presidente do STF é o responsável por conduzir o processo, a partir de sua abertura e a presidenta, estiver afastada do cargo. “Os senadores são menos suscetíveis a pressões. São mais qualificados”, disse um interlocutor palaciano.
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