Sábado, 20 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 20 de abril de 2016
A presidenta Dilma Rousseff negou nessa terça-feira que tenha enganado os eleitores durante a campanha presidencial de 2014 porque não era possível prever alguns eventos que vieram a prejudicar a economia do País depois disso. “Eu acho que eu não enganei não”, declarou Dilma em entrevista a correspondentes estrangeiros no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). “Acho que exigem de mim que eu tenha o descortínio de saber que o preço do petróleo ia cair durante todo o ano de 2014… que o preço do minério do ferro ia despencar em 2014… que eu sabia que o Brasil ia sofrer a maior seca no Sudeste em 2014.” Dilma argumentou que petróleo e minério de ferro são importantes fontes de tributos para a arrecadação de receitas do governo e que a seca levou ao uso das termelétricas, tornando a geração de energia mais cara, o que teve impacto direto na inflação.
A chefe do Executivo também procurou justificar não saber da corrupção em seu governo, quando perguntada como isso era possível com tantos membros do governo acusados. “Foi preciso a delação premiada, foi preciso a independência, o reconhecimento da independência dos procuradores, do Ministério Público. Agora, por que você não sabe? Porque é próprio da corrupção ser feita às escuras e ser escondida. Ela tem de ser investigada.”
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