Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2016
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), abriu às 16h58min a parte deliberativa da sessão para a eleição da comissão especial do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Os senadores elegerão os 21 membros titulares da comissão e os suplentes. A primeira reunião só ocorrerá nesta terça-feira , quando devem ser eleitos como presidente e relator os senadores Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).
Os governistas dominaram os primeiros discursos, atacando o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O PT ainda avisou que questionará a escolha do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para ser relator da comissão especial.
O líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse que o Congresso está fazendo um “golpe parlamentar” para tentar “apear” a presidenta Dilma do poder. Humberto Costa criticou ainda o deputado Eduardo Cunha. O discurso dos petistas é no sentido de chamar Temer de “traidor ou golpista” e de alertar para o fato de Cunha ser o segundo na linha sucessória, ou seja, assumir a presidência caso Temer se torne presidente e faça viagens ao exterior.
Já o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) adiantou que o PT questionará na reunião da comissão especial, prevista para essa terça-feira (26), a eleição de Anastasia como relator. “Aqui vai ser o quê? Essa Casa não pode ter um relator desse jeito. O nome de Anastasia é provocação. Vamos denunciar isso o tempo inteiro”, disse Lindbergh.
O líder do PSDB no Senado, Cassio Cunha Lima (PB), já declarou que o partido não abrirá mão da indicação e que Anastasia tem todas as condições técnicas para a função. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou antes da sessão que a escolha do relator deve ser resolvida internamente pela comissão e que não participará dessa decisão. (AG)
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