Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 5 de maio de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Henrique Meirelles, cotado para o Ministério da Fazenda, começa mal. Declarou ontem que a CPMF poderá ser necessária “em um curto prazo como uma questão emergencial”.
A história: a 13 de julho de 1993 surgiu como Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira para ajudar a Saúde. Os recursos foram desviados para outras áreas. Tornou-se Contribuição em 1996 para impedir a divisão da arrecadação da União com os estados.
Depois, virou permanente. Só a resistência dos senadores da oposição, na madrugada de 13 de dezembro de 2007, impediu nova prorrogação da cobrança de 0,38 por cento sobre movimentações financeiras até 2011.
O governo estima em 35 bilhões de reais o potencial da arrecadação anual, mas o valor poderá ser maior. De arder no bolso.
ERRARAM O ALVO
O PDT jogou a tarrafa em uma repartição pública federal de Porto Alegre e colheu filiações de interessados em cargos. Entre eles, egressos do PT. Não imaginavam que os trabalhistas se manteriam ao lado da presidente Dilma na votação do impeachment, o que significará desembarque do governo.
PODER DE INFLUIR
As áreas de plantação que recebem financiamentos subsidiados passarão este ano a ter monitoramento por meio de imagens de satélite. Em 1982, foi assinado contrato entre o Banco do Brasil e órgãos técnicos do governo do Estado com o mesmo objetivo. Quatro meses depois, forças influentes em Brasília conseguiram cancelar o projeto. Alguns produtores não estavam interessados em ter a produção fiscalizada.
JOGO PESADO
Domingo não haverá Gre-Nal. Foi antecipado para ontem, durante a sessão solene da Assembleia Legislativa que assinalou o Dia do Trabalho. Situação e oposição se alternaram no ataque e na defesa.
LISTA LONGA
Depois de definida a equipe do futuro governo, será preciso registrar uma foto de todos os que foram sem terem sido. Quer dizer, indicados para ministérios que não emplacaram.
LÁ E CÁ
Chegou ontem à Assembleia de Minas Gerais o projeto do Executivo que extingue 11 órgãos. O governador Fernando Pimentel, do PT, diz que é indispensável para salvar as finanças do Estado. Com esse argumento, José Sartori tentou medida idêntica em 2015. A bancada petista impediu.
IMPUNE
Hoje, completam-se seis meses da maior catástrofe socioambiental ocorrida no Brasil. A Barragem do Fundão se rompeu, provocando morte e destruição em toda a Bacia do Rio Doce, até a foz no Espírito Santo. A empresa responsável segue derramando desculpas.
RÁPIDAS
* No pacote de ontem, a Procuradoria Geral da República embrulhou o senador Aécio Neves.
* Antes do ajuste, o futuro governo se preocupa com a bomba fiscal que acredita vai encontrar.
* Hoje é o dia C de Eduardo Cunha. C de chute.
* A ministra Kátia Abreu demonstra lealdade ao governo, mas não disfarça deslumbramento com o cargo. Será expulsa do PMDB.
* Uma das definições de Brasília: cidade do trânsito perigoso, da bebida falsificada e das cartas marcadas.
* Deu no jornal: “O PSDB teme que o novo governo se pareça com o atual.” Deve estar imaginando uma nave com políticos vindos de Marte.
* Em qualquer estado perdulário, todos os gastos são pardos.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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