Terça-feira, 16 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de maio de 2016
A decisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de manter o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff na Casa, apesar de o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), de anular a votação do impeachment do dia 17 de abril, foi destaque na imprensa internacional no final da tarde dessa segunda-feira. Os veículos internacionais informavam mais cedo a movimentação no Congresso, quando saiu a decisão de Maranhão pela anulação da votação.
O jornal argentino El Clarín deu destaque à fala de Calheiros de que a anulação “é uma decisão intempestiva” e que não pode ser aceita. O espanhol El País chamou as decisões do dia de “guerra institucional”, que deixa o processo de impeachment de Dilma “no ar”. O diário afirma que, diante da “luta” entre os dois líderes, muitos esperam que o STF (Supremo Tribunal Federal) resolva o destino do País.
“Volta à estaca zero?”. Assim começa o texto publicado no Le Figaro, da França, que classificou os acontecimentos dessa segunda-feira como uma “confusão”.
O jornal norte-americano The Washington Post disse que a decisão de Calheiros “injeta outra dose de incerteza na crise política do Brasil” e explica que o impasse pode acabar na Suprema Corte. (AG)
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