Terça-feira, 31 de março de 2026
Por Redação O Sul | 10 de maio de 2016
A quarta estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 205,4 milhões de toneladas, 1,9% inferior à obtida em 2015 (209,4 milhões de toneladas), segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE. A projeção da área a ser colhida é de 58,5 milhões de hectares, apresentando acréscimo de 1,6% frente à área colhida em 2015 (57,6 milhões de hectares).
Na comparação com a previsão de março, a produção variou negativamente 2,2%, e a área aumentou 0,3%. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representam 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,1% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,9% na área da soja e de 2,9% na área do milho. Na área de arroz, houve redução de 7,7%. No que se refere à produção, houve aumento de 1,3% para a soja e reduções de 7,6% para o arroz e de 5,0% para o milho.
Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 87 milhões de toneladas; Sul, 74,6 milhões de toneladas; Sudeste, 20,9 milhões de toneladas; Nordeste, 15,8 milhões de toneladas; e Norte, 7,1 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve incremento de 8,3% na região Sudeste; reduções de 8,2% na Região Norte; de 4,7% na Nordeste; de 3,2% na Centro-Oeste e de 1,7% na região Sul. Nessa avaliação para 2016, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos (25,1%), seguido por Paraná (18,3%) e Rio Grande do Sul (15%), que, somados, representaram 58,4% do total previsto.
Conab
A falta de chuvas resultou na diminuição da produtividade de soja e milho, de acordo com o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2015/2016, divulgado nesta terça-feira pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). Com isso, a estimativa para a produção brasileira passa a ser de 202,4 milhões de toneladas – queda de 2,5% ou 5,3 milhões de toneladas em relação à safra 2014/2015 (207,7 milhões de toneladas).
Segundo a Conab, a queda deve-se principalmente ao milho segunda safra, fortemente afetado pela seca do mês de abril. A expectativa é de uma produção de 52,9 milhões de toneladas – 3,1% a menos que os 54,6 milhões de toneladas da safra 2014/2015. (AG)
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