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Saúde Homens com mais de uma mulher têm cinco vezes mais risco de sofrer infarto

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Homens que mantêm várias mulheres costumam viver sob estresse. (Crédito: Reprodução)

A ciência já comprovou que ser casado aumenta as chances de um homem viver mais; no entanto, ter mais de uma mulher pode prejudicar seriamente a saúde masculina. Um novo estudo apresentado no Congresso da Sociedade de Cardiologia da Ásia e do Pacífico, realizado nos Emirados Árabes Unidos, mostrou que adeptos da poligamia têm quase cinco vezes mais risco de sofrer de doenças cardíacas.

Enquanto os monogâmicos tendem a ser mais ativos e a seguir bons hábitos alimentares, homens que mantêm várias mulheres costumam viver sob estresse, principal fator desencadeante de infartos.

De acordo com os pesquisadores, a necessidade de prover mais de uma casa multiplica os encargos financeiros e o gasto emocional. Foram investigados 687 homens casados, com média de idade de 59 anos. Cerca de dois terços (68%) eram monogâmicos; 19% tinham duas esposas; 10%, três mulheres e 3%, quatro. Descobriu-se que os poligâmicos, na maioria dos casos, eram mais velhos, viviam em áreas rurais, tinham uma renda maior e já haviam passado por cirurgia de revascularização do miocárdio.

 
“Puladas de cerca” são mais prejudiciais.

Muitos homens poligâmicos precisam arranjar um emprego extra e trabalham sob grande pressão para garantir renda maior, o que contribui para o aumento do estresse.

“Diabetes, hipertensão, fumo, colesterol alto, obesidade, tudo isso aumenta o risco de problemas cardiovasculares. Mas, na maioria das vezes, o estresse é o gatilho que causa a oclusão coronária”, diz o cardiologista Augusto Bozza, da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Instituto Nacional de Cardiologia.

Ter várias mulheres implica mais problemas conjugais, outro fator estressante. Além disso, o esforço feito sexualmente “para dar conta do recado” com todas também pode levar ao infarto, principalmente em homens mais velhos, salienta o cardiologista.

De acordo com Augusto Bozza, “puladas de cerca” têm efeito ainda mais prejudicial do que a poligamia para o coração. “A traição é feita às escondidas, o que não é o caso da poligamia praticada no Oriente. Por isso, o estresse gerado por relações extraconjugais é bem maior”, opina. “Quando o homem quer mostrar um desempenho além do que tem em casa, o uso de remédios para disfunção erétil, se já houver problemas cardíacos, eleva o risco de infarto.” (AG)

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