Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de junho de 2016
Maria Sharapova foi suspensa por dois anos pela Federação Internacional de Tênis por ter sido pega em um exame antidoping em janeiro deste ano. A decisão tira a tenista russa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.
A punição foi aplicada por um tribunal independente após audiências realizadas nos dias 18 e 19 de maio e começou a valer a partir do dia 26 de janeiro, data em que Sharapova fez o exame durante a realização do Aberto da Austrália. Ela só estará liberada para voltar a competir em 25 de janeiro de 2018.
A tenista também terá cassado os 430 pontos ganhos por ter alcançado as quartas de final do Grand Slam e terá de devolver os 400 mil dólares (cerca de 1,4 milhão de reais) recebidos como premiação. Um outro exame fora de competição realizado no dia 2 de fevereiro, em Moscou (Rússia, apontou novamente a presença de Meldonium na urina da atleta. A decisão ainda não é definitiva, uma vez que cabe recurso na Corte Arbitral do Esporte. Sharapova afirmou, logo após a divulgação da punição, no Facebook que irá apelar e entrar com recurso.
“Hoje com a decisão pela minha suspensão por dois anos, o tribunal da ITF concluiu de forma unânime que meu doping não foi intencional. O Tribunal entendeu que eu não procurei tratamento com meu médico com o propósito de obter uma substância para ganho de performance. A ITD gastou muito tempo e recursos tentando provar que eu violei intencionalmente as regras antidoping e o Tribunal concluiu que eu não o fiz. Vocês precisam saber que a ITF pediu ao Tribunal que me suspendesse por quatro anos – a suspensão padrão para uma violação intencional – e o Tribunal rejeitou a posição da ITF. Como o Tribunal concluiu que eu não violei intencionalmente as regras antidoping, eu não posso aceitar a punição injusta de dois anos”, escreveu Sharapova.
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