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| Dúvidas eternas

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Arte: Marcos Cunha/O Sul

Verbos REPUGNAR e DIGNAR-SE

Como você pronuncia o verbo REPUGNAR, ao dizer que algo (por exemplo, a guerra) lhe causa repulsa? “A guerra me REPUGNA” (com G “mudo” e força na sílaba PUG) ou “A fome me REPUGUINA” (com GUI e força nessa sílaba)

É o mesmo caso do verbo DIGNAR-SE: “Fulano não se DIGNA responder-me” ou “Fulano não se DIGUINA responder-me”?

Repugnar e dignar-se têm pronúncias semelhantes: “A guerra me REPUGNA” e “Fulano não se DIGNA responder-me”.

Desta forma, também, se conjugam esses verbos: não existe REPUGUINA nem DIGUINA.

REPUGNAR e DIGNAR-SE são verbos regulares. Como o infinitivo desses verbos não apresenta GUI, sua conjugação também não terá, nem na escrita nem na pronúncia.

 

ÓPTICA ou ÓTICA?

Vamos a mais uma dica?

Se você não usa óculos, certamente conhece alguém que usa e que teve de recorrer a certo estabelecimento para mandar fazê-los.

E como se chama esse estabelecimento: ÓPTICA ou ÓTICA?

Originalmente, a palavra ÓTICA se refere a ouvido. Sua raiz é grega, OTOS, presente em palavras como OTITE (inflamação no ouvido), OTORRINOLARINGOLOGISTA (médico que trata de ouvido, nariz e garganta), etc.
E ÓPTICA, que também vem do grego, significa “visão”.

Hoje em dia, porém, a forma ÓTICA também é aceitável para as lojas que vendem óculos. Mas um “exame ÓTICO” continua sendo só um exame de ouvido.

 

PÁRA ou PARA?

O que você entenderia ao ler a seguinte manchete num jornal: “Marcha PARA São Paulo”?

Até a vigência do Novo Acordo Ortográfico, a partir de 2009, era possível distinguir a preposição PARA (“Viajou para longe”) do verbo PARAR na 3 pessoa do singular do presente do indicativo (“Ele não pára de falar!”, com acento agudo no primeiro A).

A frase em questão, naquela época, não deixaria dúvidas.

“Marcha PARA São Paulo” (sem acento) significaria que uma marcha se dirige à cidade de São Paulo. Já “Marcha PÁRA São Paulo”, com acento, seria a notícia de uma marcha que paralisou a cidade.

O Acordo Ortográfico, no entanto, aboliu esse acento, e agora, em certos casos, fica difícil deduzir o significado de PARA. No caso dessa frase, é preciso ler a reportagem toda para saber do que se trata.

Portanto não erre mais: tanto a preposição PARA quanto a flexão do verbo PARAR (Ele PARA) se escrevem sem acento algum.

 

Obras À 100 metros ou obras A 100 metros?

Não queira aprender o uso do acento da crase em placas de trânsito. É impossível. Essas placas devem ter sido escritas por algum especialista “anticrase”. Ele não acerta uma.

Em TRÁFEGO PROIBIDO À CAMINHÕES (com acento de crase no A), encontramos um caso absurdo. Caminhão é substantivo masculino. Não pode haver antes dele o artigo definido feminino, por isso é impossível ocorrer crase.

O certo é: TRÁFEGO PROIBIDO A CAMINHÕES, sem acento no A, pois temos apenas a preposição.

Erro semelhante ocorre em TRÁFEGO PROIBIDO À MOTOCICLETAS. Você talvez diga, “mas, professor, MOTOCICLETA é feminino!”. Sim, mas está no plural. Jamais ocorre crase quando a preposição A aparece antes de um substantivo plural, mesmo sendo feminino. O tráfego só pode ser PROIBIDO A MOTOCICLETAS, sem acento no A, pois temos apenas a preposição.

E para encerrar, o famoso caso da placa OBRAS À 100 METROS. Mais uma vez, o autor tinha duas informações para checar e, assim, não errar: primeira, 100 METROS é masculino, e segunda, está no plural. O certo é: OBRAS A 100 METROS, sem acento no A.

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