Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 18 de julho de 2016
Thalita Silva Batista nasceu recentemente. Ela ainda não tem certidão de nascimento, mas seu nome já esta em um registro de ocorrência na delegacia. A bebê ficou presa no útero e teve a clavícula quebrada durante o parto, e a mãe denunciou às autoridades o crime de lesão corporal. Cilene Batista, 42 anos, alega que tudo aconteceu depois que trocaram a sua cesariana por um parto normal. Especialistas explicam que a fratura é rara, mas que pode salvar a vida de um bebê com dificuldade nascer.
Procedimento traumático.
“Primeiro, a médica falou que eu só tinha 2 centímetros de dilatação e disse que eu faria uma cesárea. Depois de um tempo, outra médica veio e anunciou que eu teria parto normal, porque minha primeira filha nasceu de parto normal”, explica Cilene, que deu à luz pela primeira vez há 18 anos. Segundo a prefeitura, não houve fratura por parte da equipe médica. “A fratura na clavícula do bebê, de 3,6 quilos, ocorreu naturalmente no parto normal.”
Caso sob investigação.
“A fratura da clavícula é rara, mas existe. É um procedimento médico indicado quando não há outra forma de resolver uma distorção de ombro. Claro que isso se houver um problema durante o parto, afinal é um desfecho traumático. A criança precisa ser acompanhada por um ortopedista, mas em 15 dias normalmente tudo fica bem”, explica o obstetra Antônio Braga. Um outro especialista ouvido pela reportagem garante que também é possível que a fratura ocorra naturalmente e, mesmo uma manobra tão traumática pode ser justificada para evitar uma paralisia cerebral causada por falta de oxigênio ou deformidades permanentes. O caso já está sendo investigado. (AG)
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