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Brasil Os derradeiros argumentos de Dilma contra o impeachment somaram mais de 600 páginas

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José Eduardo Cardozo considera que o PT faça alianças pontuais com candidatos de partidos que votaram a favor do impeachment de Dilma Rousseff. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A presidenta afastada Dilma Roussef aposta em um documento de 673 páginas, denominado contrariedade ao libelo de acusação, para tentar se livrar do processo de impeachment que enfrenta no Senado. A peça foi entregue ao Senado pelo advogado José Eduardo Cardozo. Faltavam apenas três minutos para terminar o prazo regulamentar da defesa. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, responsável pelo processo no Senado, marcou para o dia 25 de agosto o julgamento.

“Essa é a nossa última oportunidade de nos manifestarmos por escrito nos autos”, declarou Cardozo, segundo texto divulgado no site do Senado. “Um caso que não é usual exige medidas que não são usuais.” O advogado não confirmou se Dilma vai à sessão de julgamento.

A defesa de Dilma apresentou a relação de seis testemunhas – Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento; Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal; Gilson Alceu Bittencourt, ex-secretário de Planejamento Estratégico do Ministério do Planejamento; Luiz Cláudio Costa, ex-secretário executivo do Ministério da Educação; Geraldo Prado, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, economista. (AE)

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