Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2016
A legalização dos bingos no País, uma das medidas que tramitam no Congresso e podem aumentar a arrecadação federal, deve implicar a criação de um novo órgão de fiscalização e controle dessa atividade. A proposta, que está pronta para votação na Câmara, em comissão especial sobre regulação de jogos, menciona a criação de uma agência, ainda a ser definida em lei. Outro texto, em análise por uma comissão do Senado, passa a responsabilidade da fiscalização para a União, sem definir que órgão faria o trabalho.
Quem atua no controle de atividades financeiras e contra a lavagem de dinheiro defende que, para evitar a prática de crimes com a legalização do jogo, tido como atividade de risco, é preciso pensar em um órgão especializado para monitoramento.
Entidade blindada
“Hoje não existe [órgão para fiscalização adequada], você teria que criar algo como um ‘Banco Central dos jogos’, uma entidade nova, forte, blindada, que tivesse mecanismos para evitar que virasse farra”, diz Antonio Gustavo Rodrigues, presidente do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), do Ministério da Fazenda. O Coaf e a Receita Federal, defende Rodrigues, não têm condições e competência para tanto. “Se quer ter jogo, faz direito”, argumenta.
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