Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de agosto de 2016
Vinte e quatro anos após o impeachment do ex-presidente Fernando Collor, Sydney Sanches, ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), afirma que das semelhanças que enxerga entre o impeachment de 1992 e o de 2016, a única que identifica é que a presidenta afastada, Dilma Rousseff, em nada se diferencia de Collor. Para ele, os dois praticaram crime de responsabilidade e quebraram o decoro no exercício do mandato.
“As acusações contra Dilma são de que violou a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei Orçamentária e a Constituição com os créditos suplementares no mandato passado, e isso continuou em 2015. Dilma e Collor usaram as mesmas manobras para acobertar os crimes de responsabilidade e de quebra do decoro no exercício do mandato. A meu ver, ela não escapa dos incisos que tratam do crime de responsabilidade. Usou de manobras para esconder a situação real e trouxe todos esses problemas para o País”, diz o ministro aposentado do STF.
Sanches diz que, no caso de Collor, não houve tanta resistência ao processo como estão tendo a presidenta afastada e seus aliados, para ganhar tempo. Ele diz que, aprovado o processo na Câmara dos Deputados, em 48 horas foi instalada a comissão especial no Senado, e logo aprovada a admissibilidade do processo. (AG)
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