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Brasil Debate sobre o impeachment de Dilma perde força nas redes sociais e nas ruas

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Interesse pelo assunto diminuiu consideravelmente desde abril, segundo a Fundação Getulio Vargas. (Foto: Paulo Pinto / Fotos Públicas)

O processo contra a presidenta afastada, Dilma Rousseff, ainda não acabou, mas o interesse pelo assunto diminuiu consideravelmente nas ruas e até mesmo nas redes sociais. Segundo levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas, as menções ao impeachment caíram desde abril.

No Twitter, entre quinta e sexta-feira, quando Dilma virou ré por decisão do Senado, foram registradas cerca de 257 mil menções ao assunto. Em 17 de abril, no dia da aprovação do processo pela Câmara dos Deputados, foram 1,9 milhão. Já em 12 de maio, quando Dilma foi afastada, foram 1,1 milhão.

“O debate nas redes sobre o impeachment da presidente Dilma reflete o sentimento de fato consumado que parece ter se consolidado nas últimas semanas”, avalia Marco Aurelio Ruediger, diretor da diretoria da fundação.

Até mesmo nas páginas de movimentos que lideraram os protestos pela perda do mandato de Dilma as menções foram mais comedidas. O Movimento Brasil Livre fez apenas três publicações sobre o tema na sua página no Facebook e o Vem Pra Rua, quatro. O Nas Ruas também teve uma atuação tímida, e fez apenas quatro publicações – em uma delas, usou a imagem com a inscrição “Tchau querida”, em alusão à conversa flagrada entre Dilma e Lula. (AG)

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