Domingo, 21 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2016
Uma diretora de uma escola foi espancada por dois jovens desconhecidos após denunciar irregularidades que, segundo ela, aconteciam na unidade.
Para ela, o ataque foi uma tentativa de intimidá-la para que a investigação não continuasse. As agressões chegaram a causar um traumatismo craniano na vítima. A polícia já está investigando o caso e um boletim de ocorrência foi registrado. Abalada e com hematomas no rosto e no corpo, a diretora precisou ser afastada do trabalho, mas garante que voltará a unidade.
“Quando mudamos de escola temos dez dias para levantar possíveis irregularidades. Se eu não aponto, eu passo a responder por elas. Eu tenho que apresentar a documentação que comprova as possíveis irregularidades e o dirigente de ensino encaminha os procedimentos administrativos. Isso é praxe dentro da Secretaria da Educação”, explica.
A nova diretora apontou três possíveis irregularidades na escola. As notas fiscais da merenda escolar de agosto constavam que os alunos tinham comido melão, abacaxi, maçã, chuchu, abobrinha e repolho, mas não havia nenhum desses alimentos na escola. “De acordo com o relato dos alunos, de maio para cá eles comeram apenas banana”, diz.
Outra irregularidade é referente ao patrimônio da escola. O documento diz que há quatro televisões e um microscópio com lupa eletrônica, que não foram localizados. Segundo ela, há livros didáticos jogados no chão e potes onde é servida a merenda em uma parte do prédio que está interditada.
O caso aconteceu na Escola Estadual Vicente de Carvalho em Guarujá, no litoral de São Paulo.
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