Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Às vésperas da chegada à Assembleia Legislativa do pacotão do Executivo, devem ser reimpressas e distribuídas aos deputados cópias do Relatório Sayad. Ajudaria muito nas decisões que precisarão tomar. Encomendado por um grupo de empresários e tendo como grande incentivador o governador Pedro Simon, o trabalho do economista João Sayad foi divulgado em janeiro de 1989. Diagnosticou com precisão a tragédia das finanças públicas que se aproximava e as consequências, caso não tomassem medidas.
EQUÍVOCO
O único movimento dos técnicos, responsáveis pela gestão no Estado, foi pegar o Relatório Sayad, abrir uma gaveta e depositá-lo. Com as recomendações desprezadas, imaginavam que os problemas pudessem desaparecer por meio de mágica.
ACEITAÇÃO DA TESOURA
“Temos que reduzir gastos em todos os poderes”. A declaração não coube a um deputado reacionário ou neo-liberal. Foi feita pelo deputado estadual Flávio Serafini, do PSol, do Rio de Janeiro.
NO MOMENTO CERTO
Nos primeiros dias de governo, o prefeito eleito Nelson Marchezan fará os cortes que considera necessários. Se não for assim, já sabe: depois que a roda das despesas começa a andar, não há quem trave.
VAI REAGIR
O governo do Estado está com as petições prontas: se as notas dos alunos não forem entregues no encerramento das aulas, entrarão com ações judiciais contra os professores.
CAIXAS VAZIOS
A Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul deve concluir nos próximos dias levantamento sobre as prefeituras que não terão recursos para o 13º salário aos servidores. Em Minas Gerais, 51 por cento dos 851 municípios revelaram a insolvência. Devem, não negam, pagarão quando puderem.
O QUE MUDOU
Sem dinheiro, administradores são obrigados a abandonar o conceito de que a receita pública representa a metade do que será gasto.
CUMPRIMENTO DA MISSÃO
Aos que insistem na tese da terra arrasada, as respostas da Polícia Federal e do Ministério Público Federal vêm a cada dia: vive-se um novo momento de controle e correção de rumos no setor público.
ESTILO CONHECIDO
Acusam Donald Trump porque vai adotar uma atitude mais protecionista em sua política de comércio exterior, sobretudo na agricultura. Só um adendo: os Estados Unidos já têm a economia fechada. O protecionismo ao agricultor norte-americano existe há décadas.
HÁ 30 ANOS
A 20 de novembro de 1986, o governo anunciou, em rede de rádio e TV, medidas de ajuste do Plano Cruzado. O objetivo era inibir o consumo da população de renda mais alta e conter os gastos públicos. Entre elas estavam os violentos reajustes de preços de cigarros (de 45 a 120%); gasolina (80%); bebidas (100%) automóveis (80%); açúcar (25%) tarifas de energia elétrica residencial (35%) e correios (80%).
RÁPIDAS
* Sem garantia de dinheiro para o 13º salário, o clima na Secretaria da Fazenda vai além da apreensão. Chega ao pânico.
* A direção da Trensurb precisa voltar a ter segurança própria nas estações, como na gestão anterior.
* Situação curiosa em São Francisco de Paula: elegeram-se nove vereadores de nove partidos diferentes.
* Para a formação dos secretariados municipais, está em franco andamento a temporada do pragmatismo sorridente.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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