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| Funcionários da Microsoft obrigados a assistir vídeos de pornografia infantil e assassinatos, entram na Justiça contra sua empregadora alegando sofrer alucinações e pesadelos

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Rival Amazon reclama de suposta interferência por parte do presidente Donald Trump e da intervenção da justiça americana. (Foto: Reprodução)

Dois funcionários da empresa de tecnologia Microsoft, nos Estados Unidos, estão processando a companhia por traumas psicológicos. Em seu trabalho, Henry Soto e Greg Blauert eram obrigados a assistir a vídeos de pornografia infantil, assassinatos e outras cenas de violência extrema.

A dupla era parte de uma equipe cuja função era identificar conteúdos proibidos, armazenados por usuários de serviços da Microsoft, e denunciá-los para a polícia. Soto e Blauert disseram que não foram informados sobre as funções ao serem transferidos para o time, em 2008, e foram obrigados a permanecer durante 18 meses.

Soto diz que começou a sofrer com alucinações e pesadelos após ver uma menina “ser abusada e morta”. Já Blauert afirma que teve uma crise nervosa em 2013 devido ao excesso de exposição aos conteúdos e ainda recebe tratamento para “estresse pós-traumático agudo e debilitante”.

Em dezembro, ambos entraram com o processo contra a Microsoft, acusando a empresa de negligência por falhar ao oferecer apoio psicológico e preparo. De acordo com os funcionários, a equipe de crimes digitais da empresa recebia o cuidado necessário, mas o time do qual faziam parte era apenas aconselhado a “dar uma volta, fumar um cigarro ou jogar videogames”, aponta o processo.

A Microsoft declarou que tem “programas robustos de bem-estar para garantir que funcionários que lidam com esse tipo de material tenham os recursos e apoio que precisam”.

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