Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de fevereiro de 2017
Após duas derrotas consecutivas em tribunais, que suspenderam temporariamente o veto presidencial à entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana nos Estados Unidos, Donald Trump decidiu transformar o Poder Judiciário em seu mais novo inimigo público.
A batalha legal continua nesta terça (7), quando a Corte de Apelação responsável por reavaliar a suspensão realiza uma audiência por telefone com as duas partes. Seja qual for a decisão dos magistrados da Califórnia, a discussão deve ser levada à Suprema Corte pela parte derrotada em menos de um mês de governo Trump.
No fim de semana, o presidente criticou diretamente o “suposto juiz” James Robart, de Seattle (no Estado de Washington), que na última sexta concedeu liminar contra o decreto. O sistema judiciário também foi alvo do presidente, após a Corte de Apelação inicialmente manter a decisão de Robart.
Segundo Trump, ambos deverão ser “culpados” se “algo acontecer” aos EUA em decorrência da entrada dos estrangeiros no país.
O embate entre os dois Poderes não é novidade – especialmente quando se trata de decretos presidenciais sobre temas delicados –, mas o tom adotado pelo chefe do Executivo pode influenciar a relação com o Judiciário a longo prazo, segundo especialistas. “O problema é a linguagem intempestiva de Trump, que ataca a legitimidade do papel do Judiciário num sistema de separação de poderes. Isso é muito incomum e pode levar os juízes a atuarem para defender suas prerrogativas”, diz o cientista político Kenneth Mayer, especialista em ações executivas. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.