Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de março de 2017
Subscrita por 24 deputados estaduais, a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público será lançada oficialmente nesta quarta-feira (22), às 18 horas, no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, em Porto Alegre. O objetivo da Frente é estimular o debate sobre a importância da instituição financeira para o desenvolvimento do Rio Grande do Sul e sobre as consequências sociais, econômicas e para a administração pública de um eventual processo de privatização ou federalização do banco. O evento é aberto e as portas do teatro serão abertas às 16 horas.
Trata-se, segundo o coordenador do organismo, deputado Zé Nunes (PT), de um movimento de antecipação à qualquer decisão que venha a envolver o banco no processo de renegociação da dívida do estado com a União. O propósito é ampliar o debate sobre os rumos da instituição e mobilizar a sociedade para a resistência ao processo de privatização ou federalização. A Federação e o Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, além do Comando Nacional dos Banrisulenses, atuam em conjunto com a Frente.
“O Banrisul é uma instituição com identidade histórica e cultural com a população gaúcha e profundamente ligada ao desenvolvimento do estado”, sustenta Zé Nunes. O banco está presente em 98,5% do território gaúcho, com 536 agências e 698 postos de atendimento espalhados em 430 municípios. Em 96 cidades, é a única agência bancária disponível. Fomenta o desenvolvimento da agricultura, sobretudo da familiar, de pequenas e médias empresas e pode ser uma excelente ferramenta para os programas do governo estadual, a exemplo do Microcrédito praticado na gestão anterior à Sartori. Além disso, é um banco sólido e lucrativo, com patrimônio líquido de R$ 6,7 bilhões e que registrou lucro de R$ 643,5 milhões em 2016.
A possibilidade de privatização do banco foi admitida pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao jornal Valor Econômico em janeiro. O Executivo, no entanto, nega a intenção, mas no dia 10 de fevereiro o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Gabriel Souza, disse que as contrapartidas exigidas pela União na renegociação e suspensão do pagamento da dívida do RS vão além da CEEE, CRM e Sulgás. “Não tem almoço grátis”, sintetizou. “Os indícios e a alteração da narrativa do governo do estado, em curto espaço de tempo, levam a crer que não há nenhuma garantia de que o Banrisul será poupado no processo de renegociação da dívida do estado”, afirma Zé Nunes.
Assinam a criação da Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público:
Zé Nunes – PT – Proponente
Juliano Roso – PCdoB
Manoela D’Avila – PCdoB
Nelsinho Metalúrgico – PT
Altemir Tortelli – PT
Jeferson Fernandes – PT
Tarcísio Zimmermann – PT
Luiz Fernando Mainardi – PT
Adão Villaverde – PT
Stela Farias – PT
Miriam Marroni – PT
Valdeci Oliveira – PT
Juliana Brizola – PDT
Enio Bacci – PDT
Ciro Simoni – PDT
Eduardo Loureiro – PDT
Marlon Santos – PDT
Gilmar Sossela – PDT
Ronaldo Santini – PTB
Pedro Ruas- PSol
Bombeiro Bianchini – PPL
Gilberto Capoani – PMDB
Elton Weber – PSB
Adilson Troca – PSDB
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