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Brasil Laudos não mostram risco à saúde em produtos testados até agora, diz ministro

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Blairo Maggi diz que em nenhuma empresa foi encontrado problema sanitário grave (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que já tem em mãos 12 laudos técnicos de produtos de 21 empresas investigadas na Operação Carne Fraca. Os laudos foram feitos a partir de produtos recolhidos no comércio em 22 Estados.

De acordo com o ministro, os resultados não indicaram nenhum risco à saúde. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (27).

“Nenhum dos nossos laudos indicou qualquer perigo até agora para o consumo destes produtos, tudo normal”, afirmou Maggi. Segundo ele, foram recolhidas 174 amostras de produtos no comércio até agora, e novos laudos devem ficar prontos ao longo da semana.

Quando a operação foi anunciada pela Polícia Federal, o Ministério da Agricultura interditou preventivamente três fábricas alvo da operação. Após iniciar as fiscalizações nas 21 unidades que listou, o ministério interditou mais três locais.

Apesar disso, Maggi diz que em nenhuma empresa foi encontrado problema sanitário grave. Em uma delas, de ração para animais, havia alguns insumos vencidos; em outra, não havia ninguém para receber a fiscalização; nas outras, havia suspeitas e problemas burocráticos, disse Maggi.

Segundo o ministro, as fiscalizações continuarão ao longo da semana, mas ele tratou de tranquilizar a população. O Ministério da Agricultura fez questão de explicar que o recolhimento de alguns produtos determinado pelo governo também não significam risco à população. “Foram recolhidos produtos com irregularidades menores, como proporção errada de ingredientes, uso de carne de frango ao invés de de peru e por aí vai, nada perigoso”, disse o ministro.

Maggi ainda falou sobre as exigências da China para liberar totalmente a importação da carne brasileira. “A China exigiu saber quais cargas foram certificadas por fiscais investigados. Passamos a lista e eles decidiram que não querem os produtos certificados por estes fiscais e eles serão devolvidos ao Brasil.”

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