Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2017
As novas denúncias envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reveladas pela chamada lista de Fachin e pela delação do empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, devem adiar mais uma vez o debate profundo no PT sobre corrupção.
Desde que o escândalo do mensalão eclodiu, em 2005, setores do PT tentam discutir a fundo a questão da corrupção no partido, mas as tentativas sempre foram barradas. Havia a expectativa de que, com a ampliação da crise provocada pela Operação Lava-Jato, o sexto Congresso do PT, marcado para o início de junho, fosse finalmente o palco desta discussão.
Lideranças importantes como o ex-ministro Tarso Genro e o presidente do PT, Rui Falcão, defenderam em entrevistas, no ano passado, que o partido separasse quem agiu em nome da legenda, como o ex-tesoureiro João Vaccari Neto, dos acusados de enriquecimento pessoal, como os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci.
Segundo fontes petistas, o teor das novas denúncias contra Lula, que incluem ajuda a filho, sobrinho, irmão, além de confortos pessoais como a reforma do sítio em Atibaia e o triplex do Guarujá, causam grande embaraço ao partido, que já não tem mais a possibilidade de “separar o joio do trigo” sem atingir sua principal liderança. Ao contrário, a tendência é de que o sexto Congresso Nacional do PT deixe o combate à corrupção em segundo plano e se transforme em um grande ato de defesa de Lula.
As novas denúncias envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reveladas pela chamada lista de Fachin e pela delação do empreiteiro José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, da OAS, devem adiar mais uma vez o debate profundo no PT sobre corrupção.
Desde que o escândalo do mensalão eclodiu, em 2005, setores do PT tentam discutir a fundo a questão da corrupção no partido, mas as tentativas sempre foram barradas.
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