Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de maio de 2017
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e não levará para o plenário a decisão sobre o assunto, informou o gabinete do ministro.
O plenário só avaliará o caso se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, decidir recorrer da decisão de Fachin.
A decisão de Fachin afastou Aécio do mandato. Ele pode ir ao Congresso, mas não pode votar nem fazer nenhum ato como parlamentar. Fachin apreendeu o passaporte do senador e o proibiu de ter contato com outros investigados.
Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, entregou uma gravação de 30 minutos na qual Aécio, presidente nacional do PSDB, pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar a defesa dele na Operação Lava-Jato. A delação foi homologada pelo ministro Fachin.
Na manhã desta quinta (18), Fachin conversou por cerca de uma hora com a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, no gabinete dela. Na reunião, eles conversaram sobre as decisões do ministro que autorizaram as diligências desta quinta da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava-Jato.
Além do afastamento de Aécio, foram autorizadas outras diligência para serem executadas durante o dia. Para a noite desta quinta, estava previsto que o ministro Edson Fachin analisaria as provas coletadas durante o dia e também avaliaria se manterá ou retirará o sigilo das delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista.
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