Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de maio de 2017
O abalo sísmico que rachou a base do presidente Michel Temer também fez tremer o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que julga a partir de 6 de junho processo que pode levar à cassação do peemedebista. No Congresso, partidos que ainda dão sustentação a Temer contam com uma decisão da corte para abandonar de vez o barco. Pressionados, ministros admitem que, se há duas semanas a sensação era de que o presidente teria uma vitória, hoje a balança dos votos pende para a cassação.
Na última quinta-feira (18), dia em que foi deflagrada operação da PF com base na delação da JBS, ministros do TSE discutiram nos bastidores da corte. Um integrante do tribunal questionou os colegas se aquele seria “o melhor momento” para julgamento de tal repercussão. Foi repreendido por um ministro que disse que quem tivesse dúvida deveria pedir vista.
Os ministros também afirmam que a sensação de imprevisibilidade do resultado se agravou diante do silêncio de Gilmar Mendes. O presidente da corte eleitoral não tem conversado sobre a ação nem com colegas.
O clima entre o PMDB e o PSDB no Congresso é de desconfiança. Peemedebistas acusam os tucanos de estarem conspirando. O PSDB, por sua vez, não esconde a avaliação de que Temer perdeu as condições de controlar a crise. Presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE) vai percorrer Estados em que sua sigla elegeu governadores e prefeitos para questioná-los sobre o desembarque do governo. Geraldo Alckmin e João Doria, em São Paulo, serão os primeiros a receber a visita.
Da cadeia, Eduardo Cunha disse a aliados que Temer não renuncia e que não dá de barato a queda do presidente. José Sarney fez diagnóstico oposto. Segundo interlocutores, avalia que Temer está em um beco sem saída e que deveria tentar conduzir sua transição.
Na noite desta quarta (24), após a dispersão do protesto, integrantes da Defesa avaliavam que a ação das Forças Armadas não era mais necessária. Temer deve revogar o decreto. O governo acha que a radicalização da manifestação deve esvaziar novos atos por diretas. (Folhapress)
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