Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de junho de 2015
O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou neste sábado (27) que a decisão da Grécia de convocar um referendo sobre as últimas propostas de seus credores e fazer campanha a favor de a população negá-las é uma “triste decisão” que fecha a porta para a continuidade das negociações.
“Estou muito negativamente surpreendido pela decisão do governo grego, aparentemente rejeitaram as últimas propostas levadas à mesa pelas três instituições”, disse. “É uma decisão triste para a Grécia porque fechou a porta para mais conversas quando a porta ainda estava aberta”, acrescentou
O Eurogrupo se reúne neste sábado em Bruxelas em um cenário abalado pelo anúncio de um referendo na Grécia sobre a oferta dos credores, e pode analisar um “plano B”, a apenas três dias de um possível calote grego.
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, surpreendeu a todos com seu anúncio de referendo para o domingo, 5 de julho, aventurando-se em uma aposta que em 2011 custou o cargo do socialista Yorgos Papandreou.
O ministro da Economia alemão e vice-chanceler Sigmar Gabriel foi um dos primeiros a reagir, afirmando à rádio Deutschlandfunk que este referendo “pode ter sentido” e que os dirigentes europeus farão bem em não considerar a iniciativa de Tsipras como uma manobra.
Já Dijsselbloem considerou triste a decisão do governo grego, estimando que fecha a porta a mais negociações. “Estou negativamente surpreso com a decisão do governo grego. É uma decisão triste para a Grécia porque fecha a porta a mais discussões”, disse ao chegar à reunião de ministros da zona do euro que deve analisar o próximo passo nas negociações com Atenas.
A diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, declarou, por sua vez, que “continuaremos trabalhando para restaurar a estabilidade financeira” na Grécia.
Com o semblante grave, Tsipras disse que no referendo do dia 5 de julho a pergunta que será feita será “se aceitamos ou rejeitamos a proposta” dos credores.
A consulta será realizada após a data fatídica de 30 de junho, na qual a Grécia deve realizar ao FMI (Fundo Monetário Internacional) um pagamento de 1,5 bilhão de euros, que não poderá efetuar porque tem os cofres vazios. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.