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Brasil Uma nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, vai descobrir como os brasileiros gastam o seu dinheiro

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Serão mil agentes de pesquisa do IBGE visitando os domicílios. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Os pesquisadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estão nas ruas, em todo o País, para coletar dados de uma pesquisa sobre os hábitos de consumo dos brasileiros. “Olá, sou Alexandre, pesquisador do IBGE”. Pesquisadores como o Alexandre vão ajudar a descobrir como os brasileiros gastam seu dinheiro. Em cada casa, o questionário com centenas de perguntas leva até nove dias para ser preenchido.

Os horários das conversas diárias são combinados entre os moradores e os pesquisadores. “São perguntas muito diferentes, com caráteres diferentes entre elas, mas eu acho que é um esforço válido porque é um retrato do que a gente vive, dos que as famílias brasileiras vivem”, diz a publicitária Eduarda Garzon.

Até maio de 2018, mil pesquisadores vão percorrer 75 mil domicílios em 1.900 municípios de todos os estados. Eles usam crachá e estão equipados com uma novidade: um tablet. Em caso de dúvida, a identidade dos pesquisadores pode ser confirmada pelo IBGE por telefone ou na internet.

Essas pesquisas já mostraram grandes mudanças nos hábitos de consumo das famílias como o aumento das despesas com refeições fora de casa. Agora, existem novas perguntas sobre a alimentação e também sobre o receio das famílias de faltar dinheiro para comprar comida. Todas as informações apuradas podem indicar ações necessárias para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

“A partir dessas informações, você pode conhecer, entender melhor e criar novas políticas públicas, aquelas que estão associadas às despesas das famílias”, afirma André Martins, gerente da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) do IBGE. “É por aí que a gente vai construir um retrato do que a gente é e do que que pode ser, como é que pode melhorar”, diz Eduarda Garzon.

O levantamento, feito a cada 6 ou 7 anos, demora 12 meses, com o objetivo de atualizar os itens de consumo das famílias e a estrutura de ponderação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do País.

Martins explicou que a investigação reúne informações detalhadas do consumo e utilização dos recursos das famílias. “Como alocam esses rendimentos e como executam a sua estrutura de despesa, por exemplo. A partir dessas informações, a gente vai atualizar a estrutura de despesa das famílias, que são superimportantes para os índices de preços do IBGE, como a inflação oficial. Permite a realização de vários estudos importantes, como conhecer o estado nutricional da população. É também uma fonte de dados riquíssima para os pesquisadores e estudantes que realizam várias pesquisas com os dados que o IBGE oferece”, disse ele.

Serão mil agentes de pesquisa do IBGE visitando os domicílios e o levantamento em cada um leva nove dias, sendo o primeiro para a abordagem inicial com o  questionário inicial, além da explicação sobre como preencher a caderneta das despesas diárias, que deve ser feita por sete dias seguidos. O agente volta ao domicílio quantas vezes considerar necessário, em horário combinado com a família. No nono dia, é aplicado o último questionário e são recolhidos os demais que ficaram para preenchimento da família.

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