Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2017
A lista de 97 livros didáticos aprovados por professores da rede pública que farão parte do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) do ano que vem foi publicada no DOU (Diário Oficial da União). Nesta próxima etapa, as escolas vão selecionar as coleções que mais se adequam aos seus programas de ensino. A partir do dia 21 de agosto as instituições poderão indicar as obras.
Em parceria com editoras e Correios, o Ministério da Educação vai distribuir livro didático. A previsão é de que as obras cheguem às escolas entre janeiro e fevereiro do ano que vem. Diretores e secretarias de Educação receberão uma chave de acesso para cada escola e, durante o período de escolha, os envolvidos poderão analisar o conteúdo da obra.
Programa
O PNLD distribui, em todas as escolas públicas da educação básica, livros didáticos, literários e dicionários para uso em sala de aula. A cada ano, o programa atende a uma parte da educação básica: educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental e do ensino médio.
Como novidade, as escolas também vão receber softwares e jogos educacionais, bem como outros materiais de apoio à prática pedagógica. A partir de 2019, os livros dos anos iniciais serão consumíveis, ou seja, todos os volumes do primeiro ao quinto ano passarão a ser do aluno, que não precisa devolvê-los no fim do ano letivo. A mudança permitirá a melhora do processo de avaliação durante a execução do programa.
Foram avaliadas 166 coleções de 12 componentes curriculares diferentes, voltadas ao ensino médio. A avaliação foi feita por meio de uma parceria entre o MEC e 11 universidades. As escolas terão duas semanas para avaliar o material aprovado nas diferentes disciplinas e escolher as coleções que mais se adaptam ao seu contexto.
A distribuição dos livros se dará em conjunto pelo MEC, as editoras das obras e os Correios, e o material deve chegar às escolas no começo do ano letivo de 2018.
Cursos de medicina
O Ministério da Educação autorizou nessa terça-feira (1º) a abertura de 11 novos cursos de medicina que vão ofertar 710 vagas. Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, nos próximos dias, mais 25 municípios terão cursos autorizados. A ideia é que, ao final do processo, sejam concluídas 36 autorizações, com a oferta de 2,3 mil vagas.
Os cursos devem iniciar as atividades ainda neste ano, em municípios do Sul e do Sudeste, nos Estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o MEC, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste serão contempladas na próxima rodada de autorizações.
Mendonça Filho destacou que um dos desafios mais importantes para a formação de médicos no Brasil é garantir a qualidade e a oferta de vagas para os municípios mais distantes do país. “Há sempre uma demanda dos Estados para que a formação médica se interiorize, que possamos ter médicos formados nas mais distantes regiões do Brasil. Temos uma grande e importante tradição na formação médica brasileira, nos grandes centros urbanos, faculdades reconhecidas, mas boa parte do Brasil mais distante. Se ressente do acesso à saúde e da formação de médicos”, disse o ministro.
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