Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de agosto de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Beira o surreal a relação do prefeito da capital gaúcha, Nelson Marchezan Junior, com a Câmara de Vereadores. A sua proposta de acabar com a segunda passagem, mantendo-a apenas para estudantes, mereceu o repúdio de várias bancadas. Curiosamente, o primeiro a ingressar na Justiça para atacar a medida foi o seu líder do governo, Claudio Janta, do Solidariedade. Mesmo assim, Janta disse que não tenciona pedir para deixar a liderança.
Rotina normal do prefeito
Indiferente ao turbilhão que começa a se ampliar na Câmara Municipal, Marchezan assinou ontem, junto com o presidente do Hospital Espírita, Gilberto da Silva, e com a presidente da Associação Educacional São Carlos, irmã Elena Ferrarini, a carta de intenções para instalação do hospital Santa Ana, sob a forma de parceria público-privada. O plano é ousado: atender a partir de novembro pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no bairro Teresópolis, na Zona Sul da Capital. Serão 208 leitos, incluindo 30 de saúde mental, 75 de longa permanência, 20 de UTI e oito de isolamento, além de 16 clínicos e 59 de retaguarda. O projeto prevê um centro médico com tomografia, ecografia e exames de imagem ambulatoriais.
A vez do Judiciário?
A pesquisa do Instituto Paraná, indicando que agora o Judiciário também começa a perder a confiança da população, deveria chamar a atenção, em especial, dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Com mais visibilidade, são os atos e o decoro dos ministros da Corte que acabam influenciando o julgamento da opinião pública sobre o comportamento do Judiciário como um todo.
Aliados do governo terão mais 140 cargos
Depois de iniciar a redistribuição dos cargos para deputados fiéis, o governo federal conseguiu restabelecer a tranquilidade da base no Congresso Nacional. A pressão dos deputados que votaram a favor do presidente Michel Temer, no pedido de abertura de investigação, levou o governo a demitir apadrinhados dos chamados “traidores”. Desde ontem, esses cargos começaram a ser entregues a deputados aliados. Estima-se que, ao todo, chegue a 140 o número de cargos que serão remanejados, alguns deles no Rio Grande do Sul.
STF julga ação que implode Lava-Jato
O Supremo marcou para esta quinta-feira o julgamento de duas ações que podem tornar de cumprimento obrigatório o entendimento de que a sentença de um condenado pode ser executada em caso de punição confirmada pela segunda instância do Judiciário. Serão julgadas duas ADINs (Ações Declaratórias de Inconstitucionalidade) – uma apresentada pelo PEN (Partido Ecológico Nacional) e outra de autoria da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). O deputado federal Jair Bolsonaro (RJ), que está ingressando no PEN (agora denominado Patriota), impôs como condição para a sua filiação a desistência do partido nessa ação.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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