Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Entre os 81 senadores e 513 deputados federais há economistas e empresários. É inconcebível que não percebam nem convençam os demais sobre a necessidade de debater e votar com rapidez uma reforma tributária. É um instrumento valioso que pode levar à retomada do desenvolvimento e dos empregos. Se desconhecem a fórmula, peçam a colaboração de profissionais da área, que não se negarão. Do Executivo, mergulhado no déficit, sua única preocupação, pode-se esperar pouco. O sistema tributário brasileiro é um dos mais complicados do mundo, situação que não pode se perpetuar pelos prejuízos que provoca.
O FILME SE REPETE
“O Estado gasta mais do que recebe. Daí o déficit público que está na ordem do dia e na ordem do presidente para cortar gastos em todos os setores da administração, que deverão alcançar cerca de 2 bilhões de dólares. Ninguém desconhece que há desperdícios na administração pública e também muitas prioridades equivocadas.” O texto retrata a situação atual, mas foi escrito e publicado em jornais no final de agosto de 1987. O autor, Severo Gomes, exerceu mandato de senador por São Paulo, de 1983 a 1991. Foi também ministro da Indústria e do Comércio e da Agricultura. Antes de entrar na Política, foi por 17 anos diretor de empresa de tecelagem. Sabia o que era cobrir um corpo longo com cobertor curto.
CONTAS ENGORDAM
A quota mensal do Fundo Partidário, no total de 43 milhões e 116 mil reais, será liberada nesta quinta-feira. As maiores fatias ficarão para PT (5 milhões e 700 mil); PSDB (4 milhões e 800 mil); PMDB (4 milhões e 600 mil); PP (2 milhões e 800 mil); PSB (2 milhões e 700 mil); PSD (2 milhões e 600 mil); PR (2 milhões e 400 mil); PRB (1 milhão e 900 mil); DEM (1 milhão e 800 mil) e PTB (1 milhão e 600 mil).
OTIMISMO
O jornal inglês Financial Times publicou ontem que o dinheiro continua sendo injetado no Brasil. Cita como exemplo a General Motors que reservou 13 bilhões de reais para investimentos até 2020, incluindo 1 bilhão e 400 milhões na fábrica de Gravataí.
CORRIDA DE OBSTÁCULOS
Quem decide empreender precisa enfrentar a burocracia até obter o registro exigido pelo setor público. A palavra mais precisa é burropatologia. Um cancro que desestimula a legalização e leva à clandestinidade.
PARA FACILITAR
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, anda na contramão da maioria dos que ocupam cargos no poder público: vai pôr à disposição dos trabalhadores, em aplicativos de celular, todas as informações do Sistema Nacional de Emprego.
LAMENTÁVEL
O Instituto de Pesquisa de Opinião fez levantamento no Estado, revelando que o índice de votos válidos nas eleições de 2018 ficará em 50 por cento. Os demais se dividirão entre brancos, nulos e abstenções.
ABSURDO
Cresce o número de assaltos em áreas rurais de várias regiões do País. Impedir o porte de armas incentiva ações de criminosos e põe em risco a vida de vítimas.
DEU NO SITE
“Não sou candidato nem a síndico de edifício”, diz o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Talvez não tenha entendido: parte da população quer que ele seja o síndico da massa falida.
PARA FICAR BEM CLARO
O adolescente que agrediu professora em Santa Catarina diz que não é “nenhum monstro”.
O coitadinho está apenas a caminho de ser.
CONVERSA FIADA
“Dá para fazer diferente, dá para fazer melhor”. É a frase mais repetida nos programas de propaganda de partidos em rádio e TV. O deboche deveria ser proibido.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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