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Armando Burd São artistas

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O governo federal não administra soluções, só tenta resolver emergências. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

No País das artimanhas e dos improvisos, a desfaçatez se tornou epidemia. Ninguém, por exemplo, considera-se responsável pelo déficit público.

O governo federal não administra soluções, só tenta resolver emergências. Em meio ao espectro do desemprego e da recessão, não corrige distorções, apenas dissimula os problemas.

COMPARAÇÃO

O projeto de Orçamento Geral da União chegou ontem ao Congresso Nacional e foi protocolado com o número 20. No jogo do bicho, corresponde ao peru, um dos símbolos da fartura, sempre abatido na véspera de grandes ocasiões. Aproveitam tudo. Até as penas são usadas para preencher travesseiros, almofadas e acolchoados. Qualquer semelhança com a peça que os parlamentares vão analisar, a partir de agora, não é mera coincidência. O orçamento é um banquete para quem pensa mais nos interesses privados do que públicos.

NÃO BASTA

O Orçamento total da União para 2018 será de 3 trilhões e 600 bilhões de reais. Valor abaixo do necessário para fechar o rombo. Consequência de um princípio praticado ao longo de anos com toda a tranquilidade: o governo gastava mais do que recebia.

VAMOS VER

O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, André Fufuca, quer desafiar o hábito da ausência de parlamentares em semana de feriado. Convocou sessões plenárias, de segunda a quarta-feira, para pôr em votação a reforma eleitoral. Quinta-feira será 7 de setembro.

A 13 meses das eleições, permanecem incertas as regras que vão regê-las.

RANGER DE DENTES

Com déficit gigantesco e corda no pescoço, o governo federal estuda reduzir drasticamente o uso de um dos símbolos do privilégio na função pública: o carro oficial. Assumir um cargo significa também ter um automóvel à disposição com motorista. Nem precisa estudar, apenas executar o corte. No governo federal, há 1 mil e 100 autoridades com a mordomia que custa, anualmente, 150 milhões de reais.

A proposta em análise pela área econômica é restringir o benefício ao presidente da República, ao vice e aos ministros. Frota que não ultrapassaria 50 automóveis.

TIRO DE LARGADA

O PDT faz hoje, em Pelotas, o primeiro debate sobre pré-candidaturas ao governo do Estado. Será na Câmara Municipal, a partir das 19h30min. Estão programados mais três: em Santa Maria, Passo Fundo e Caxias do Sul. Por enquanto, o único que se apresentou foi Jairo Jorge. A prévia para escolha ocorrerá a 5 de outubro.

PRESSA

O presidente regional do PDT, deputado federal Pompeo de Mattos, explica em versos gauchescos o motivo da definição um ano antes das eleições: “Quem madruga Deus ajuda / boi lerdo bebe água suja. / Quem chega primeiro na fonte / bebe da melhor água.

DECISÃO AFINADA

O Palacinho, na Cristovão Colombo, será sede administrativa da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e da Escola de Música. O prédio estava abandonado e ganhará a valorização que merece.

HÁ 10 ANOS

A 1º de setembro de 2007, o presidente Lula pediu aos militantes, durante o 3º Congresso do PT, que defendessem os dirigentes acusados de crimes na ação penal do mensalão. Repetiu que não sabia do caso e não deveria ser motivo de vergonha solidarizar-se com os companheiros.

SOPRO DE ESPERANÇA

Nas rodas que tratam de Política, os raros otimistas são bem vindos. O motivo: estressam menos os participantes.

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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