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Armando Burd O novo grito

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O ministro Luiz Fux defende a prisão do mega-empresário Joesley Batista. (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Passados 195 anos do gesto histórico de Dom Pedro I, ocorre agora a proclamação de outra independência. A partir de investigações rigorosas e sem precedentes, o País começa a se libertar de gangues que se apoderaram do dinheiro público para atender interesses pessoais.

GASOLINA NA FOGUEIRA

O ex-ministro Antônio Palocci surpreendeu por duas vezes ontem: 1ª) ao revelar o “pacto de sangue” entre Lula e EmÍlio Odebrecht, envolvendo propina de 300 milhões de reais; 2ª) ao romper o pacto de silêncio firmado entre os que assumiram o poder da República em janeiro de 2003.

TROCA DE ENDEREÇO

O ministro Luiz Fux deu ontem mais um grito para entrar na História, defendendo a prisão do mega-empresário Joesley Batista e do seu subordinado Ricardo Saud, criminosos de colarinho branco. Fux falou pelos brasileiros repugnados com a trampolinagem: “Acho que a primeira providência que tem de ser tomada é prendê-los. Devem deixar o exílio novaiorquino para ir ao exílio da Papuda”, numa referência ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

CENÁRIO NÃO MUDA

O orçamento a ser enviado à Assembleia Legislativa, para votação, incluirá o rombo nos cofres do Estado. O valor exato está sendo calculado por um grupo de trabalho, mas a diferença entre a receita e o gasto será substancial. Pela proposta, os demais poderes também terão de reduzir despesas para se adequarem, auxiliando no enfrentamento da crise financeira. Uma das principais apostas do governo na busca de apoio será o discurso dos deputados, utilizado ao longo dos anos, sobre a necessidade de realismo orçamentário do Executivo.

A notícia foi publicada a 7 de setembro de 2007. Reflete também a situação atual. O tempo passa e os problemas permanecem.

MÃO NO BOLSO  

Mesmo com a crise do desemprego e da recessão, a Prefeitura do Rio de Janeiro conseguiu aprovar, no começo da noite de terça-feira, a cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) mais alto. Até momentos antes da votação, o Executivo tinha o apoio de 23 vereadores e eram necessários 26. Bastou ao PMDB ganhar uma subsecretaria e o apoio a algumas emendas para virar tudo. Resultado final: 31 votos a favor e 18 contra. Sobre corte de despesas supérfluas no orçamento municipal, nada.

Em Porto Alegre, a expectativa é sobre o número de votos que o Executivo conseguirá para também aumentar o IPTU.

BEABÁ

Muitos políticos passarão o feriado lendo Arte da Guerra. Escrito por Sun Tzu, general chinês que viveu de 544 a 496 Antes de Cristo, o livro traz ensinamentos. Um deles: “A arte da guerra nos ensina a não confiar na probabilidade de o inimigo não vir, mas na nossa presteza em recebê-lo.”

NÃO APRENDEM

O Código de Defesa do Consumidor completará 27 anos na próxima segunda-feira. O artigo 37 define: é enganoso qualquer tipo de publicidade que divulgue informação total ou parcialmente falsa, capaz de induzir o consumidor a erro de julgamento. A pena para o responsável pela infração é de três meses a um ano de detenção e multa.

Deveria constar de programas de muitos partidos políticos. Bastaria trocar consumidor por eleitor e haveria redução drástica da demagogia em campanhas.

EXEMPLO DE DIGNIDADE  

A 7 de setembro de 1947, o embaixador do Brasil na ONU, Osvaldo Aranha, veio a Porto Alegre. Recebeu o título de doutor honoris causa da Ufrgs; foi homenageado na Assembleia com discurso do deputado Francisco Brochado da Rocha e banquete no Clube do Comércio, saudado por Coelho de Souza.

É DE NOVELA

O espalhafatoso caso da delação dos diretores da J&F introduziu agora a inédita história do grampo do grampo.

FONTE DE INSPIRAÇÃO

Os autores de roteiros de filmes policiais e de espionagem de Hollywood precisam pedir com urgência estágio no Brasil para uma atualização.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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