Quinta-feira, 18 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2017
Os brasileiros que se preparam para ir às urnas nas próximas eleições disseram ao instituto Datafolha que estão em busca de candidatos a presidente com passado limpo e experiência administrativa.
Segundo o instituto, 87% dos eleitores brasileiros dizem achar muito importante na hora de escolher um candidato que ele nunca tenha se envolvido em casos de corrupção. Para 79%, a experiência do candidato é muito importante.
A preocupação com corrupção é antiga. Nas eleições de 2010, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava no auge da sua popularidade e Dilma Rousseff foi eleita sua sucessora, 87% dos eleitores também disseram ao Datafolha que achavam muito importante votar em alguém com ficha limpa.
A experiência administrativa também era um atributo muito valorizado, de acordo com os levantamentos feitos pelo instituto em eleições anteriores. Na campanha de 2010, por exemplo, 84% diziam buscar um candidato com experiência.
Para 65%, é muito importante que seu candidato tenha passado político conhecido.
Parte dos eleitores está à procura de nomes distantes da política tradicional, já que 31% disseram preferir um novato na política. Porém, 39% consideram esse aspecto nada importante.
Para 59% dos eleitores, é muito importante que o candidato a presidente tenha experiência no meio empresarial, um atributo que apenas 17% consideram irrelevante. Entre os nomes que se lançaram na corrida presidencial até agora, somente o prefeito João Doria (PSDB) e o ex-banqueiro João Amoêdo, fundador do Partido Novo, fizeram carreira no setor privado antes de entrar na política.
Para 24% dos eleitores, é muito importante que o candidato a presidente seja militar. Entre os postulantes que se apresentaram até agora, o único que atenderia a esse desejo é o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que foi para a reserva como capitão do Exército ao ingressar na política.
Para 53% do eleitorado, porém, o vínculo militar é irrelevante na escolha do candidato a presidente, conforme o instituto Datafolha. Da mesma forma, somente 33% dos eleitores dizem achar muito importante que seu candidato seja religioso e 47% afirmam considerar isso irrelevante.
Sexo
O sexo do candidato também não importa para dois terços do eleitorado. Segundo a pesquisa, 65% não acham importante que ele seja um homem e 63% não se importam se ele for mulher.
Em outubro de 2010, quando a ex-presidente Dilma Rousseff se tornou a primeira mulher eleita presidente da República no Brasil, 67% disseram ao instituto Datafolha que achavam irrelevante o candidato a presidente ser uma mulher. Reeleita em 2014, Dilma sofreu impeachment e foi afastada do cargo no ano passado, antes de chegar à metade do mandato.
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