Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2017
A taxa extra cobrada na conta de luz dos brasileiros aumenta a partir deste domingo (1º). Em outubro, a chamada bandeira tarifária será vermelha nível dois. É a primeira vez que a taxa extra atinge esse patamar, que representa um custo adicional de R$ 3,50 a cada 100 kilowatts-hora em eletricidade consumidos. Em setembro, a bandeira em vigor era a amarela, com custo extra de R$ 2 a cada 100 kWh consumidos.
O motivo é a seca, que prejudica os reservatórios das hidrelétricas e leva ao uso das usinas termelétricas, que têm custos mais altos. A definição leva em conta projeções de chuva na área dos reservatórios das hidrelétricas e de consumo, além de outros fatores. As bandeiras começaram a ser cobradas em janeiro de 2015 e servem para cobrir esse custo mais alto de gerar energia por meio das termelétricas.
Pouca chuva, conta mais cara
Quando há pouca chuva, o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas cai, o que diminui a produção de energia. Para compensar essa queda, o governo manda acionar usinas termelétricas, a carvão, que são mais caras. Foi o que aconteceu no país desde 2013.
Foi criado, então, o sistema de bandeiras tarifárias, uma cobrança extra na conta de luz para bancar esses custos maiores na produção de energia. Em 2016, a situação melhorou: choveu mais e subiu o volume dos reservatórios das hidrelétricas.
Além disso, o consumo das famílias e indústrias caiu, e novas usinas começaram a funcionar. Por isso, a bandeira foi sendo alterada ao longo do tempo. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pede que os consumidores façam o uso eficiente de energia elétrica e combatam os desperdícios.
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