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Saúde Os homens perdem mais a memória do que as mulheres

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Ações ajudam a manter a boa memorização, como jogos de xadrez e palavra cruzada. (Crédito: Reprodução)

As mulheres têm embasamento da Ciência na hora de reclamar que os homens são esquecidos. Pesquisa do Instituto Mayo Clinic, na Inglaterra, mostrou que, depois dos 40 anos, eles sofrem mais perda de memória do que elas. Um dos fatores que protege o cérebro feminino é a terapia hormonal feita na menopausa.

Segundo o neurologista americano Charles DeCarli, o hipocampo, parte do cérebro que controla a memória, torna-se menor nos homens, especialmente após os 60 anos. “O hipocampo de homens mais velhos é menor do que o de mulheres na mesma idade.”

O neurologista Mauro Atra acrescenta que o estrogênio, usado na reposição hormonal feminina, ajuda na produção de neurotransmissores (substâncias produzidas pelos neurônios) que atuam na memória. “Nesse caso, o benefício é apenas para as mulheres que fazem a terapia”, explica.

No estudo, foram analisadas 1.246 pessoas com habilidades cerebrais normais, de ambos os sexos e idades entre 30 e 95 anos. Apesar de eles serem mais prejudicados com o passar do tempo, a memória começa a diminuir a partir dos 30 anos para homens e mulheres. Conforme Atra, esse fenômeno faz parte do processo natural degenerativo do cérebro, mas não é percebido pelos balzaquianos. “Depois dos 30, o cérebro só tem perdas, mas são imperceptíveis no começo. Estudos mostram que se vivêssemos até 130 anos, estaríamos todos com Alzheimer, não teríamos mais nada na cabeça”, aponta o especialista.

O médico diz ainda que o dano da memória pode estar associado a doenças neurológicas, como o próprio Mal de Alzheimer, depressão, problemas metabólicos e uso de medicações por período prolongado.

Mas algumas ações ajudam a manter a boa memorização e aumentar a atenção, como jogos de xadrez e palavra cruzada. Ler um breve texto e comentá-lo com alguém, dormir mais de sete horas por noite e fazer exercícios físicos também são benéficos, cita Atra. “Ao perceber qualquer anormalidade na memória, não hesite em marcar consulta neurológica para investigação, diagnóstico e tratamento”, afirma.

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