Segunda-feira, 31 de agosto de 2026

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Colunistas Horário de Verão: uma necessidade ou uma imposição desnecessária do governo?

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Crise do setor elétrico e estímulo à economia justificariam a volta do horário especial. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Nos últimos dias, inúmeros brasileiros sofreram com a mudança nos relógios em razão da adoção do horário de verão, mas para quê? Quando adotado pela primeira vez no Brasil, em 1931, o objetivo do horário de verão era promover melhor aproveitamento da luz solar durante o dia, gerando assim economia energética. Na década de 30, essa medida parecia necessária, mas será que continua sendo nos dias de hoje?

Atualmente, existem diversas formas de economizarmos energia elétrica, cabendo aos indivíduos utilizá-las e aproveitá-las ao máximo. Há diversos exemplos que podem facilmente ser adotados pelos cidadãos brasileiros: a substituição das lâmpadas incandescentes (com 60W de potência, perda energética de 95% e vida útil de 750 horas) por lâmpadas LED (com 9W de potência, perda energética de 5% e vida útil de 25 mil horas); o isolamento de casas e prédios; a utilização de eletrodomésticos com maior eficiência energética. Mas é muito mais fácil agora o governo fazer com que milhões de pessoas alterem seus ponteiros do que substituir a iluminação. Quantas praças e ruas que vocês conhecem utilizam a iluminação com LED? Ao contrário do horário de verão, que só gera benefícios em um pequeno período de tempo, essas práticas beneficiariam o ano inteiro a população.

Desconsiderando agora o objetivo energético do horário de verão, tratemos dos bônus e dos ônus que o acompanham. Desconsiderando assim os malefícios que o acompanham, muitos só veem o lado bom dessa alteração, aproveitar mais a luz solar, caminhar após o trabalho, ir a algum barzinho confraternizar com amigos ou qualquer outro motivo que seja. Ao mudar o horário de sono, a população sofre com sonolência durante o dia, insônia à noite, cansaço e falta de apetite. De acordo com estudo apresentado pela BBC, nosso organismo demora em média 14 dias para se adaptar ao novo horário. Logo, pessoas cansadas têm desempenho no trabalho prejudicado. Quanto de produção não é perdido nessas duas semanas? Será que a perda de produção compensa a economia de energia?

Assim, pergunto: será que o governo tem de controlar até nosso horário? Não caberia então a utilização de outras práticas para alcançar os mesmos objetivos sem afetar toda a população?

 Bárbara Veit, é empresária e associada do IEE.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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