Quinta-feira, 25 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 26 de novembro de 2017
O presidente americano, Donald Trump, reiterou, neste domingo (26), seu respaldo ao candidato republicano ao Senado pelo Alabama, Roy Moore, apesar das denúncias de que abusou sexualmente de menores de idade há algumas décadas. Ele ainda criticou seu rival democrata, Doug Jones.
“A última coisa que precisamos no Alabama e no Senado dos EUA é de um fantoche do (Chuck) Schumer e da (Nancy) Pelosi”, escreveu o presidente no Twitter, referindo-se aos líderes da oposição democrata no Senado e na Câmara dos deputados.
Apesar de não ter citado explicitamente o ex-juiz Moore, Trump indicou que Jones é “fraco” em suas políticas contra o crime, nas fronteiras, nos assuntos militares e de veteranos de guerra.
“E quer elevar os impostos até o céu. Jones seria um desastre”, acrescentou.
Vários membros do Partido Republicano retiraram seu apoio a Moore após serem divulgadas diversas denúncias de mulheres que o acusam de ter abusado sexualmente delas quando eram adolescentes e ele tinha cerca de 30 anos, na década de 1970.
Moore, que negou as acusações, era o favorito para a eleição parcial do Senado, de 12 de dezembro, até o escândalo, e muitos republicanos consideram que, se chegar a se eleger, deveria ser destituído.
Mitch McConnell, líder republicano no Senado, pediu para Moore retirar sua candidatura, dizendo: “Eu acredito nas mulheres”.
Mas Trump enfatizou, reiteradamente, que Moore “nega totalmente” as acusações. “Também é preciso escutá-lo”, afirmou.
O caso
Uma mulher acusou o candidato republicano ao Senado americano Roy Moore, do Alabama, de tomar a iniciativa de um encontro sexual quando ela tinha 14 anos e ele tinha 32, afirmou o jornal “Washington Post” no último dia 9 de novembro, levando correligionários de primeiro escalão a dizerem que ele deveria se afastar se as alegações forem verdadeiras.
Em uma série de tuítes publicados mais tarde no mesmo dia, Moore qualificou as alegações publicadas contra si como parte de uma tentativa de “silenciar e calar cristãos conservadores como vocês e eu”, acrescentando que “eu jamais desistirei da luta!”
Mitch McConnell, líder republicano do Senado que trabalha com uma maioria apertada de 52 a 48, pediu que Moore desista da corrida “se estas alegações forem verdadeiras”. Vários outros colegas de partido, como os senadores texanos John Cornyn e Ted Cruz e o senador Mike Lee, de Utah, todos apoiadores de Moore, ecoaram este sentimento.
Leigh Corfman, hoje com 53 anos, contou ao “Post” que conheceu Moore em um tribunal em 1979, quando Moore se ofereceu para lhe fazer companhia em um banco do lado de fora de uma sala de audiências onde sua mãe tratava de um procedimento de concessão de guarda infantil.
Moore, à época um procurador-geral assistente, pediu o telefone da menina e dias depois a levou para sua casa, onde os dois se envolveram em atividades sexuais antes de ela pedir para ser levada para casa, disse Corfman.
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