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Brasil O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava-Jato, recebeu a visita do diretor-geral da Polícia Federal e disse a ele que “investigações importantes precisam ser finalizadas”

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Encontro ocorreu no gabinete de Moro (E) em Curitiba, de forma reservada. (Foto: Reprodução)

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Fernando Segovia, afirmou que o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato em primeira instância, comprometeu-se a compartilhar com a corporação o acesso ao sistema Drousys, software utilizado pela empreiteira Odebrecht para gerenciar o pagamento de propinas.

A declaração foi dada durante o evento de posse do novo diretor da PF no Paraná, Maurício Leite Valeixo, que substitui Rosalvo Ferreira Franco, exonerado após mais de 30 anos na órgão e quatro à frente da corporação no Paraná. Ele foi aplaudido de pé por integrantes da cúpula da PF e de várias instituições estaduais. Moro participou da solenidade, mas não conversou com a imprensa.

Mais cedo, o homem-forte da Operação Lava-Jato e o chefe da PF já haviam se encontrado de maneira reservada no gabinete de Moro. No entanto, Segovia afirmou que o acerto sobre o acesso ao Drousys não foi feito hoje, mas anteriormente, em data não especificada por ele.

“Agora teremos acesso ao sistema de informações financeiras que a Odebrecht mantinha e ao qual teremos pleno acesso para saber essas informações, e poderemos fazer a análise desses dados dos quais a gente extrairá material para os inquéritos em andamento no estado”, disse Segovia sobre o Drousys.

De acordo com ele, trata-se de uma decisão do juiz federal Sergio Moro com o MPF (Ministério Público Federal) e a empreiteira Odebrecht, investigada: “Já recebemos o sistema e já começamos a analisar esses dados”.

Em outubro, a PF já tinha sido convocada por Moro a realizar uma perícia no sistema para encontrar registros de supostos pagamentos de vantagem indevida ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é alvo de três ações da Lava-Jato em Curitiba – em uma delas, ele foi condenado a 9 anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no chamado “caso do triplex no Guarujá”, em referência ao suposto apartamento do líder petista no litoral de São Paulo.

Conforme Segovia, entretanto, o juiz federal agora vai permitir que a Polícia tenha acesso integral aos arquivos do sistema, que inicialmente estava armazenado em servidores na Suíça e na Suécia e que contêm possíveis dados de propina a diversos políticos e empresários.

Efetivo

À tarde, tal como já havia feito após o encontro com Moro pela manhã, Fernando Segovia repetiu que prometeu ao juiz e ao novo diretor da PF no Paraná um aumento no efetivo destinado à operação Lava Jato no Estado. Atualmente, segundo a assessoria de imprensa, a equipe conta com 36 integrantes, entre investigadores, delegados e peritos.

O diretor-geral da PF, porém, não revelou qual será o novo número de componentes da operação. Segundo a assessoria, o ideal seria aumentar o efetivo para 50 integrantes.

Ainda de acordo com a assessoria da PF no Estado, esse incremento não será feito por meio de contratações e concursos, mas sim por remanejamento de efetivo. Ele disse que poderão vir oficiais de outros Estados e integrantes de outras operações da PF no Paraná, como a Carne Fraca, cujo alvo foi um esquema de irregularidades envolvendo frigoríficos e fiscais do Ministério da Agricultura.

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