Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2018
Já inventaram as senhas numéricas, padrões de desenho, reconhecimento de impressão digital e até de rosto. O que falta? Segundo uma nova patente descoberta pelo site holandês “Galaxy Club”, a Samsung pode estar trabalhando em algo mais maluco: padrões de fluxo sanguíneo. As informações são portal de notícias UOL.
De acordo com a patente, “os caminhos de condução arterial de diferentes usuários quase nunca são idênticos”, e assim um smartphone ou um smartwatch poderá provar sua identidade sem usar outros tipos de autenticação.
O desenho da patente parece indicar que a aplicação inicial seria em vestíveis, como o relógio inteligente Gear S3. Se funcionar direito, isso seria conveniente, por exemplo, para usar o smartwatch para pagar contas com o sistema Samsung Pay. O usuário não precisaria fazer nada para autenticar a compra: seria reconhecido automaticamente pelo pulso.
O pedido de patente foi arquivado há bastante tempo: em julho de 2016 nos EUA. Por isso devemos mencionar que nem todas as patentes se transformam em produtos ou recursos reais. As razões podem ir de desafios técnicos até questões de custo final do produto.
Por aí ainda tem gente testando outras formas estranhas de biometria, desde o nível de suor até o movimento dos lábios. E as empresas ainda não desistiram do sensor de impressões digitais: ele apenas pode vir a ficar debaixo da tela do celular.
Suor
No futuro, a segurança dos smartphones também poderá ser assegurada pelo suor do usuário, segundo pesquisadores da Universidade do Estado de Nova York, em Albany (EUA).
Leitura de digital e reconhecimento facial são formas de autenticação biométrica rápidas e relativamente seguras. Porém, ambas, com algum trabalho, podem ser violadas. No entanto, os pesquisadores descobriram que o monitoramento de secreções de nossa pele pode criar uma forma de acessar dispositivos quase sem possibilidade de ser quebrada.
Para fazer a análise da pele, os cientistas dizem que é necessário o dispositivo ter um pequeno sensor para monitorar os níveis de suor durante diferentes atividades. Essas amostras são tiradas dos dedos que emitem bastante suor.
De acordo com os pesquisadores, a concentração de diversos componentes em nosso suor são controlados por reações reguladas por nossos hormônios. Como os níveis de hormônios variam conforme idade, sexo e até estilo de vida, dificilmente duas pessoas terão um mesmo perfil.
Ao pré-monitorar as concentrações de aminoácidos presentes no suor, o sistema ficaria comparando de tempos em tempos o padrão do usuário. Caso apareça um diferente, não será possível acessar.
Além de ser uma forma quase impossível de burlar a segurança, a técnica também poderia beneficiar pessoas que eventualmente esquecem a senha para ter acesso ao smartphone.
“As formas atuais de autenticação já provaram que não são ideais. Senhas podem facilmente ser vistas sobre os ombros dos usuários, e há diversos tutoriais que ensinam como criar um molde de impressão digital para desbloquear um aparelho. O reconhecimento facial também tem problemas e normalmente não funciona de forma apropriada”, disse Jan Halamek, um dos pesquisadores envolvidos, ao periódico Phys.org.
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