Terça-feira, 29 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil O ex-presidente Collor estreou na pesquisa Datafolha com rejeição alta

Compartilhe esta notícia:

A decisão foi tomada pelo partido do ex-presidente. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTC) estreou na pesquisa para o Palácio do Planalto como um dos líderes em rejeição. Segundo o Datafolha, 44% dos eleitores dizem que não votariam em Collor “de jeito nenhum” -taxa semelhante à de Luiz Inácio Lula da Silva (40%).

Collor, que deixou a Presidência em meio a um processo de impeachment em 1992, aparece com até 3% das intenções de voto.

Em um dos quadros, ele tem 1%, numericamente empatado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD).

Collor é filiado a um partido nanico e se lançou ao Planalto há duas semanas. Maia e Meirelles trabalham por seus nomes há cerca de três meses, abrigados em siglas maiores.

A rejeição a Collor só é menor do que a de Michel Temer. Quando o presidente é apresentado como candidato, 60% dos eleitores dizem que não votariam nele.

A proporção de eleitores que rejeitam o ex-presidente Lula ficou estável -apesar de sua condenação em segunda instância, na semana passada. Em novembro, a taxa era de 39% e, agora, oscilou para 40%.

Candidatura

O senador Fernando Collor (PTC-AL) anunciou no último dia 19 que é pré-candidato à Presidência da República.

Em evento na cidade de Arapiraca, agreste de Alagoas, ele declarou a intenção de voltar ao cargo que ocupou de 1990 a 1992.

“Eu digo a vocês que este é o momento dos mais importantes da minha vida, como pessoa e como homem público. Hoje, a minha decisão foi tomada. Sou, sim, pré-candidato à Presidência da República. Obrigado, e vamos à vitória”, afirmou.

A declaração foi registrada em vídeo que circula nas redes sociais.

Collor foi eleito presidente em 1989, vencendo Lula no segundo turno, na primeira eleição direta para o posto desde 1960.

Seu breve mandato foi marcado por sucessivas turbulências, como o confisco das poupanças de pessoas físicas e jurídicas, uma recessão que se estendeu por 11 trimestres e levou a uma contração de 7,7% do PIB e uma hiperinflação que passava dos 1.000% ao ano.

A crise foi agravada por denúncias de corrupção e tráfico de influência em seu governo. Collor renunciou ao cargo em 29 de dezembro de 1992, numa tentativa de brecar o processo de impeachment aberto contra ele. Não adiantou: no dia seguinte o Senado cassou seus direitos políticos por oito anos.

No STF (Supremo Tribunal Federal), contudo, foi absolvido, por falta de provas, das acusações de peculato (desvio de dinheiro público), falsidade ideológica e corrupção passiva relativas a seu período na Presidência.

Foi eleito senador em 2006 e reeleito 2014.

No ano passado, Collor tornou-se réu na Lava-Jato sob acusação de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, referentes a desvios na BR Distribuidora.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Um município de Santa Catarina quer indenização de guerra do governo da Alemanha
Com escassez de alimentos, saques a mercados aumentaram mais de 5 vezes na Venezuela
Pode te interessar