Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2018
O governo federal anunciou nessa quarta-feira a liberação de R$ 1 bilhão para a formação de professores. De acordo com o Ministério da Educação, a verba sairá do orçamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.
Ainda segundo o ministério, serão oferecidas 190 mil vagas para formação de professores e de estudantes de cursos de licenciatura. O evento de anúncio dos recursos aconteceu no Palácio do Planalto, e o presidente Michel Temer participou da cerimônia. Segundo o MEC, os recursos anunciados nessa quarta serão investidos por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a partir de agosto, até 2019.
Ainda de acordo com o ministério, estão previstas: 45 mil vagas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid); 45 mil vagas no Programa de Residência Pedagógica; 100 mil vagas na Universidade Aberta do Brasil (UAB).
“O Ministério da Educação está destinando R$ 1 bilhão para política de formação inicial para essas três ações”, afirmou a secretária-executiva do MEC, Maria Helena Guimarães Castro.
Ela destacou, ainda, a necessidade de os professores dominarem o conteúdo que vão ensinar. Também é preciso, segundo a secretária-executiva, conhecer a realidade escolar.
“Em geral, o aluno sai da escola, da faculdade, sem nunca ter conhecido o funcionamento de uma escola de educação básica, nem público nem privada”, disse.
Conforme a Capes, nesta quinta-feira serão publicados os editais no Diário Oficial da União do Pibid e da residência pedagógica. Em março, as instituições de ensino deverão apresentar os projetos, que serão avaliados por bancas examinadoras.
O início das atividades para os estudantes será em agosto, bem como o pagamento de bolsas, cujos valores variam de R$ 650 a R$ 1,5 mil. O órgão explicou que também há bolsas disponíveis para professores e coordenadores.
Em março, as instituições de ensino deverão apresentar os projetos que serão avaliados por bancas examinadoras. O início das atividades para os estudantes será em agosto, bem como o pagamento de bolsas, cujos valores variam de R$ 650 a R$ 1,5 mil. O órgão explicou que também há bolsas disponíveis para professores e coordenadores.
Grande alicerce
Em um rápido discurso ao final do evento, o presidente Michel Temer afirmou que o investimento de R$ 1 bilhão na formação de professores reforça as ações do governo para melhorar o “sistema educacional do país”.
“A formação de crianças e jovens é, na verdade, um grande alicerce para uma economia próspera, para uma democracia vibrante para uma cidadania plena”, disse.
Curso a curso
No caso do programa de iniciação à docência, o objetivo do governo é permitir que o futuro professor tenha contato com o ambiente escolar ainda na primeira metade do curso. Conforme Maria Helena Guimarães, os beneficiados devem estar nos dois primeiros anos do curso. A intenção é que os professores tenham “aproximação com a realidade escolar a partir do aprendizado” nas faculdades.
Na residência pedagógica, segundo o MEC, o objetivo é o “aperfeiçoamento do estágio curricular supervisionado”, com a experiência do estudante, na segunda metade do curso, em escola de educação básica.
O estágio, até o momento, é feito em escolas da rede pública, segundo Maria Helena. “Ela [residência pedagógica] tem um ciclo de formação que se estende por 18 meses. Durante os 18 meses os alunos receberão as suas bolsas”, afirmou.
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