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Brasil O Banco Central indicou uma nova queda da taxa básica de juros no País em maio

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O BC apertou o controle ao exigir comunicação automática de movimentação de recursos em dinheiro vivo de R$ 100 mil para R$ 50 mil. (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

O BC (Banco Central) confirmou na última terça-feira (27) a perspectiva de que, diante da inflação mais baixa que o esperado, o juro básico da economia deve cair novamente 0,25% em maio, para o inédito patamar de 6,25%. Apesar de um tom assertivo, o Copom (Comitê de Política Monetária) frisou que há “condicionalidades” e, se o quadro mudar, o plano pode ser cancelado. A ata do mais recente encontro do Comitê deixou claro ainda que, após maio, não há chance de nova redução da Selic (taxa básica de juros).

O documento diz que nas últimas semanas ficou clara a “necessidade de ajuste da política monetária em relação ao movimento que havia sido sinalizado como mais provável”. Infelizmente, o BC sinalizara que os cortes de juro terminariam em março, com juro de 6,50% – o atual patamar.
A necessidade de corrigir esse ritmo é resultado da evolução da inflação desde fevereiro.

A partir daí, cresceu o risco de atraso na convergência dos índices de preço com a meta e a previsão oficial do BC para o IPCA neste ano caiu de 4,2% para 3,8% neste período. Ou seja, mesmo com o juro no piso histórico, a expectativa para a inflação desacelerou e se afastou da meta de 4,5%.

Diante desse cenário, diretores do BC concordaram com a “necessidade de tomar a política monetária um pouco mais estimulativa” e defenderam que a “flexibilização adicional se mostra adequada sob a ótica atual”.

A ata ressalta, porém, que o novo corte, pode ser cancelado, caso haja, até a reunião em 16 de maio, mudança de cenário e a inflação mostre números mais elevados. O argumento foi repetido duas vezes para lembrar que os próximos passos do Comitê estão sujeitos a mudança. Os diretores do BC dizem que explicitar essa possibilidade “transmite a racionalidade econômica que guia suas decisões”.

Para além de maio, o BC deixou claro que não há espaço para nenhum movimento extra. “Deverá de mostrar apropriado interromper o processo de flexibilização monetária”, cita a ata, que defende que o BC vai “precisar de algum tempo” para avaliar o impacto do juro baixo sobre a economia.

O ex-presidente do BC e sócio da Tendências Consultoria, Gustavo Loyola, concorda com a previsão de corte de 0,25 ponto percentual em maio. Ele não descarta, porém, a hipótese de manutenção do juro em 6,50% caso haja aumento de riscos e cita especialmente a eleição. “Acho que o que pode atingir é o cenário eleitoral, que de alguma maneira levaria a uma instabilidade no câmbio e aumento do prêmio de risco”, disse Loyola. O ex-BC cita ainda que há chance de piora externa causada pela política monetária e comercial dos Estados Unidos, o que poderia provocar aumento do risco e desvalorizar moedas de emergentes.

 

 

 

 

 

 

 

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