Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Pesquisas qualitativas indicam que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa tem potencial para tirar eleitores de Lula e de Jair Bolsonaro. A questão é saber que discurso ele fará na campanha eleitoral

Compartilhe esta notícia:

Para presidente do PSB, momento para candidatura do ex-ministro do STF concorrer à Presidência era em 2018. (Foto: Nelson Jr./STF)

Se não desistir na última hora, Joaquim Barbosa assinará a ficha do PSB até esta sexta-feira (6). Depois de muitos balões de ensaio, sua filiação pode representar a primeira novidade de fato na corrida presidencial.

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) não é um outsider clássico. Embora nunca tenha disputado uma eleição, ele passou 11 anos na cúpula do Judiciário. Projetou-se como relator do processo do mensalão, que o transformou numa das figuras mais conhecidas do País.

O julgamento associou sua imagem à bandeira do combate à corrupção. Isso explica por que tantos partidos voltaram a cortejá-lo depois da Operação Lava-Jato. O juiz implacável virou um produto disputado na prateleira dos pré-candidatos.

Barbosa foi sondado para ser vice de Marina Silva e Luciano Huck. Preferiu o PSB, onde vislumbrou a chance de assumir a cabeça de chapa. A sigla está à deriva desde a morte de Eduardo Campos. Agora pensa ter encontrado uma boia para se salvar do naufrágio eleitoral.

Há um ano, o Ibope incluiu o ex-ministro em uma enquete sobre o potencial de voto dos presidenciáveis. Ele teve 24% de menções positivas — o que o credenciaria, em tese, a disputar uma vaga no segundo turno. Em janeiro, Barbosa apareceu com 5% no Datafolha. Apenas 14% disseram não votar nele “de jeito nenhum”.

Pesquisas qualitativas indicam que o ex-ministro tem potencial para tirar eleitores de Lula e de Jair Bolsonaro. A questão é saber que discurso ele fará na campanha. O ideário econômico de Barbosa permanece um enigma. Ele se define como um social-democrata, mas nunca disse o que faria se assumisse o governo.

Em uma rara entrevista, o ex-ministro contou ter votado em Dilma Rousseff em 2010. Mais tarde, definiu seu afastamento como um “impeachment Tabajara”. Se ele repetir essas opiniões como candidato, será curioso observar a reação de seus fãs à direita, que o idolatravam no papel de caçador de petistas.

As informações são do blog de Bernardo Mello Franco, do jornal O Globo.

A tese de lançar o ex-presidente do STF na disputa pelo Palácio do Planalto é defendida com entusiasmo pela bancada do PSB na Câmara dos Deputados, mas sofre resistências de alas dos partidos.

Aliado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o vice-governador de São Paulo, Márcio França, é um dos que se opõem a ideia.

Em uma conversa em que tiveram, França sugeriu a Barbosa analisar com carinho a possibilidade de disputar o governo do Rio, em vez da Presidência. O ex-ministro, porém, segue reafirmando que a única chance de entrar no páreo é concorrer à cadeira ocupada por Michel Temer (MDB).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O coordenador da Operação Lava-Jato no Paraná foi questionado por misturar religião e política
Após avalizar a volta do imposto sindical, o secretário de Relações do Trabalho foi exonerado do cargo
Pode te interessar