Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de abril de 2018
O presidente Michel Temer passou a Presidência temporariamente para a presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, no final da manhã desta sexta-feira (13), antes de embarcar em viagem oficial para o Peru. Com isso, ela será a presidente da República em exercício até este sábado (14), quando Temer retorna ao País. A transmissão do cargo ocorreu na base aérea de Brasília.
Temer vai participar da 8ª Cúpula das Américas, que reúne os líderes do continente. Antes de Cármen Lúcia, a linha sucessória tem os presidentes da Câmara e do Senado. No entanto, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) também estão em viagem.
Na agenda de Cármen como presidente da República estão previstas algumas audiências no Palácio do Planalto. Entre as autoridades que ela vai receber estão: a advogada-geral da União, Grace Mendonça; o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna; o senador Valdir Raupp (MDB-RO) e o governador de Rondônia, Daniel Pereira.
A última vez que o presidente do Supremo assumiu o exercício da presidência da República foi em 2014, com o ministro Ricardo Lewandowski.
Cúpula das Américas
Três crises esvaziaram a 8ª Cúpula das Américas, que começou nesta sexta-feira (13), em Lima (Peru). A cúpula ocorre no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, promete endurecer contra a Síria; com o agravamento da crise humanitária e política envolvendo a Venezuela e também com as denúncias de corrupção e desvios de conduta de ex-presidentes peruanos.
Pela primeira vez, um presidente dos Estados Unidos não participa da Cúpula das Américas, o fórum criado pelo governo norte-americano, em 1994, para discutir o futuro da região. As reuniões são realizadas a cada três anos, e nesta cúpula o tema principal da agenda é o combate à corrupção.
Ainda na pauta da reunião, os líderes de 35 países discutem os problemas e o futuro da região, principalmente o impacto da corrupção no crescimento econômico, no desenvolvimento e nas instituições democráticas.
A menos de um mês do começo da Cúpula das Américas, o então presidente do Peru Pedro Pablo Kuczynski renunciou antes da votação do segundo pedido de impeachment. Ele foi acusado de ter recebido propinas da empreiteira brasileira Odebrecht. Dois ex-presidentes peruanos são alvos do escândalo da Lava-Jato. Ollanta Humala, que está preso, e Humberto Toledo, foragido.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi excluído da reunião em meio a críticas de desrespeito à democracia. A questão da Venezuela gera protestos favoráveis e contrários a Maduro durante a 8ª Cúpula das Américas.
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