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Brasil A inflação para o consumidor recuou na terceira semana de abril em Porto Alegre

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(Foto: Divulgação)

O IPC- S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) registrou variação de 0,46% em Porto Alegre na terceira semana de abril. O resultado foi 0,05 ponto percentual inferior ao registrado na semana anterior, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vragas) nesta terça-feira (24).

Nesta edição, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração nas suas taxas de variação na Capital gaúcha, entre as quais se destacam os grupos Vestuário e Educação, Leitura e Recreação, cujas taxas passaram de 0,72% para 0,14% e de 0,81% para 0,36%, respectivamente.

O IPC-S também apresentou decréscimo em Belo Horizonte (0,38% para 0,35%) e no Rio de Janeiro (0,84% para 0,60%). O índice subiu em Salvador (-0,22% para -0,12%), Brasília (0,19% para 0,22%), Recife (0,14% para 0,20%) e São Paulo (0,20% para 0,27%).

Prévia da inflação oficial

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), que é uma prévia da inflação oficial do País, teve variação de 0,21% em abril, 0,11 ponto percentual acima da taxa de março (0,10%). Essa foi a menor taxa para o mês de abril desde 2006, quando o índice registrou 0,17%.

No ano, a variação acumulada ficou em 1,08%, menor nível para o período de janeiro a abril desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos 12 meses permaneceu em 2,80%, igual ao dos 12 meses imediatamente anteriores. Os dados foram divulgados na sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A queda de 0,15% do grupo Comunicação foi influenciada principalmente pelo item telefone fixo (-0,45%), em função da redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas de fixo para móvel em vigor desde 25 de fevereiro. No lado das altas, exceto pelos grupos Despesas Pessoais (de 0,12% em março para 0,06% em abril) e Educação (de 0,25% em março para 0,02% em abril), os demais apresentaram aceleração na variação de preços.

No grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,69%), a pressão foi exercida pelo item plano de saúde (1,06%) e pelos remédios (0,63%), refletindo parte do reajuste anual em vigor desde 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo do medicamento.

O grupo Alimentação e Bebidas saiu da queda de 0,07% registrada em março para a alta de 0,15% em abril. Esse movimento foi influenciado sobretudo pelas frutas, que ficaram, em média, 6,07% mais caras e foram o principal impacto individual no índice do mês (0,06 ponto percentual).

Além delas, outros itens também subiram de preço, como o leite longa vida (4,92%) e a refeição fora (0,73%). Outros vieram em queda a exemplo das carnes (-1,03%), do tomate (-6,85%) e do frango inteiro (-3,23%). A alimentação no domicílio registrou queda de 0,05%, ao passo que a alimentação fora registrou alta de 0,49%.

No grupo Habitação (0,26%), o destaque foi o item energia elétrica (1,45%), influenciado principalmente pelo Rio de Janeiro, cuja variação de 10,20% reflete os reajustes de 9,09% e 21,46% nas tarifas das concessionárias, em vigor desde 15 de março. A alta do Vestuário (0,43%) foi puxada pelos itens roupa feminina (0,62%) e roupa infantil (0,96%).

Nos Transportes (0,12%), o resultado contempla a variação de 0,85% no item conserto de automóvel e 0,35% do ônibus urbano, refletindo os reajustes de 6,17% nas tarifas em Porto Alegre (5,39%), a partir de 13 de março, e parte do reajuste de 6,45% de Belém (0,92%) em vigor desde 20 de fevereiro. Ainda nos Transportes, as passagens aéreas vieram com queda de 2,69%, menos intensa do que a registrada em março (-15,33%).

 

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