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Mundo Desespero na Tailândia: Sem encontrar os meninos de um time de futebol perdidos há uma semana, a polícia lançou kits de sobrevivência na caverna onde eles desapareceram

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(Foto: Reprodução)

As equipes de emergência mobilizadas para tentar encontrar os doze adolescentes e seu treinador de futebol presos há sete dias em uma caverna inundada na Tailândia retomaram, nesta sexta-feira (29), as buscas, que haviam sido prejudicadas pelas fortes chuvas.

As tempestades dos últimos dias na província de Chiang Rai, Norte da Tailândia, elevou o nível da água na caverna, onde os jovens com idades entre 11 e 16 anos e seu treinador, de 25, se refugiaram no último sábado (23).

O comandante da junta tailandesa, general Prayut Chan-O-Cha, visitou durante a manhã desta sexta-feira o local da tragédia para apoiar as famílias e supervisionar a operação resgate, que tem a participação de quase 1.000 pessoas, incluindo militares americanos e mergulhadores britânicos.

“Ter fé nos fará conseguir. O patriarca [budista] supremo [do reino] me pediu para solicitar que todos meditem”, afirmou aos pais dos jovens. Os pais rezam ao lado de monges budistas diante da caverna, onde foi criado um pequeno altar.

“O único problema é a água na caverna”, advertiu o general.

Após a suspensão das operações submarinas na quinta-feira em consequência do nível elevado da água – apesar das muitas bombas de sucção instaladas para drenar o local –, as tarefas foram retomadas durante a noite.

“Eles mergulharam por várias horas para tentar alcançar o local onde o grupo estaria refugiado, além das duas câmaras inundadas”, disse o governador de Chiang Rai, Narongsak Osottanakorn.

Mas após dias, as possibilidades de sobrevivência são cada vez menores. A inundação e a diminuição dos bolsões de ar complicam as operações.

Os doze adolescentes e seu treinador entraram na caverna de Tham Luang, perto da tríplice fronteira entre a Tailândia, Mianmar e Laos, no Sudeste asiático, no sábado após um treino. Mas a chuva bloqueou a entrada principal da rede subterrânea complexa, que tem 10 quilômetros de comprimento montanha adentro. A polícia acredita que eles teriam se refugiado no local para fugir da chuva.

Até a última segunda-feira (25), as autoridades não sabiam onde exatamente o time estaria. O único resquício de que teriam entrado na caverna é de objetos como mochilas, chuteiras e bicicletas encontrados no sopé da montanha.

A polícia começou a lançar kits de sobrevivência através de um duto escavado na encosta da montanha, sem saber se há alguém para recebê-los. Vinte pacotes com água, comida, remédios, lanternas e uma nota destinada aos desaparecidos foram lançados por uma fissura na caverna.

Incerta da localização dos garotos, a polícia torce para que as caixas tenham chegado a eles. “Se as crianças encontrarem essa caixa, queremos que a façam flutuar para fora da caverna”, explicou o coronel de polícia Kraiboon Sotsong, comandante do escritório estratégico, a repórteres.

“A nota diz: ‘se recebida, respondam e mostrem no mapa onde estão. Todos ajudarão rapidamente’”.

O drama provocou uma grande comoção no país budista, onde foram organizadas correntes humanas em escolas para formar o número 13, em referência ao número de desaparecidos, e orações entre a minoria muçulmana.

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