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Brasil Os carros à venda no Brasil serão obrigados a ter airbags laterais

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Itens adicionais também tendem a valorizar os veículos. (Foto: Reprodução)

Carro básico é coisa do passado: dentre os 20 modelos mais vendidos do Brasil no primeiro semestre deste ano, apenas dois não eram equipados já de fábrica com ar-condicionado, direção assistida e acionamento eletrônico de vidros e travas das portas.

Em dezembro, o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) divulgou uma lista de exigências para homologação de novos carros que entrará em vigor gradativamente. Uma das propostas é a maior proteção ao ocupante em impactos de lado, o que fará os airbags laterais serem indispensáveis.

Além de tornar o veículo mais seguro, itens adicionais de proteção tendem a valorizar o bem no futuro. O mesmo se pode dizer dos bancos de couro (mais resistente a manchas), do teto panorâmico (um dos campeões de procura no mercado de usados) e do câmbio automático (que já se populariza até mesmo no segmento de veículos compactos).

Incrementam essa lista a direção elétrica (mais eficiente, leve e econômica que a versão hidráulica), as rodas de liga-leve (menos sujeitas a danos que as calotas de plástico) e o sistema de som que se conecta a celulares tipo smartphone (permitindo maior interatividade e atualizações). Além, é claro, do cada vez mais indispensável ar-condicionado.

Consumidor

De acordo com especialistas, a mudança de comportamento do consumidor fez com que os modelos “pelados” ficassem mais difíceis de revender e muito depreciados. Além de melhorar a vida a bordo, equipamentos de conforto e segurança ajudam a preservar o valor.

A professora Aline Iozzi, 39 anos, trocou o seu Fiat Palio Fire 2009 básico, de duas portas, por um Honda Fit LX 2018 automático. A melhor oferta que obteve pelo seu antigo carro foi de R$ 10 mil. Segundo ela, de nada adiantava o Fiat estar em bom estado de conservação: a falta de equipamentos limitava o seu mercado.

Um Palio de mesmos ano, quilometragem e versão, porém completo e com quatro portas, poderia ser vendido para uma loja por R$ 14 mil, segundo cálculo da KBB, empresa especializada na precificação de carros novos e usados.

Dos dez itens que mais valorizam o automóvel, os de custo mais elevado são o teto solar panorâmico e o câmbio automático. Juntos, podem elevar o preço do veículo em até R$ 10 mil. A lista inclui ainda sistema de som que se conecta a smartphones e rodas de liga leve em vez de calotas.

Há, também, alguns itens adicionais que melhoram o carro e podem ser instalados em oficinas independentes. Os mais procurados segundo lojistas ouvidos pela reportagem são bancos de couro (a partir de R$ 1,5 mil) e câmera de ré (de R$ 150 a R$ 500, com tela instalada no painel ou no retrovisor).

As montadoras começam a investir em acessórios instalados na fábrica. A FCA Fiat Chrysler, por exemplo, tem áreas contíguas às linhas de montagem e que se dedicam a instalar opcionais. De acordo com Guilherme Vasconcelos Ferreira, coordenador da área acessórios das marcas Fiat e Jeep, o cliente escolhe o que deseja adicionar no carro e já recebe o veículo com os equipamentos.

No site da Fiat, o pacote que inclui forração de couro e airbags laterais para um sedã Cronos 1.8 flex (R$ 57,5 mil) custa R$ 2,6 mil. Na Renault, a diferença de preço entre o Kwid básico e a versão equipada com ar-condicionado e direção elétrica é de R$ 5 mil.

Para a professora Aline, o mais importante foi o ganho de segurança proporcionado pelo carro novo. “Nem imaginava que esse Fit tinha airbags laterais, mas fiquei animada ao saber. Tenho dois filhos e pouca experiência em estrada”, diz a professora.

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