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Notícias Com Ana Amélia, Geraldo Alckmin, candidato à Presidência da República, celebra seu modo de fazer política

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Geraldo Alckmin tornou-se candidato a presidente em dezembro do ano passado, quando tomou o poder dentro do PSDB após passar o ano sob a sombra do ex-pupilo João Doria. A convenção deste sábado, na qual o tucanato ungiu o ex-governador paulista presidenciável para efeitos legais, foi portanto mais um rito cartorial do que qualquer outra coisa.

Estão no passado eventos como as disputadas convenções do antigo PMDB, que descambavam até para a violência. Com exceção da alfinetada de Tasso Jereissati em Doria e, por tabela, em José Serra, o roteiro foi de extrema previsibilidade — a estridência do locutor, que chamava oradores como quem convoca peões de rodeio, também destoou, mas aí é apenas uma questão formal, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.

O discurso de Alckmin foi uma espécie de celebração desse momento. Há sinais de que pode estar recuperando o terreno perdido em São Paulo, apesar do nariz torcido de algumas lideranças do partido, omo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cuja insistência em chamar Alckmin de “homem simples” traz algo além do elogio.

Em seu discurso, Alckmin destacou que é preciso votos para aprovar reformas e unir o País e gastou um bom trecho fazendo elogios à sua vice, a gaúcha Ana Amélia Lemos (PP).

A senadora do PP-RS é uma aposta para atrair as mulheres e alguma fatia do eleitorado à direita que debandou para a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), mas também um símbolo do apreço de Alckmin à sua forma de operar.

FHC inclusive verbalizou essa formulação, ao defender o presidencialismo de coalizão que sempre criticou: “A chegada da Ana Amélia antecipa a vitória”.

Até terça-feira a parlamentar gaúcha se considerava apenas um nome citado por políticos de seu meio, já que não havia uma indicação direta de Alckmin sobre sua preferência.

Em poucos dias, ela veio para o centro do palco, sob os holofotes, com direito a vídeo próprio antes de sua fala. Foi a verdadeira estrela do evento.

Alckmin usou palavras genéricas sobre recuperar a dignidade nacional, transformar o País, melhorar a economia e a vida das pessoas são parte do cardápio. A corrupção, que será um tema a assombrar o tucano, ganhou uma menção bastante lateral.

Críticas ao PT, algo que deverá ser elaborado à frente na campanha, perderam espaço a tiros contra Bolsonaro, foco atual do PSDB.

Alckmin, fazendo analogia com a balbúrdia em países como a Venezuela, criticou quem “quer governar sozinho, com um grupo de fanáticos, gente que quer ditadura, que degenera em anarquia”.

 

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