Domingo, 27 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de agosto de 2018
A prévia do ICI (Índice de Confiança da Indústria) do Brasil recuou em agosto diante da piora no sentimento do setor em relação ao cenário atual e foi ao menor nível desde o final de 2017, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta terça-feira (21).
A prévia do ICI apontou queda de 0,8 ponto em agosto na comparação com julho, chegando a 99,3 pontos, menor patamar desde novembro de 2017 (97,5 pontos). “A piora da confiança no mês estaria sendo influenciada pela menor satisfação dos empresários sobre o momento presente”, afirmou a FGV em nota, acrescentando que o ISA (Índice da Situação Atual) caiu 2,4 pontos em agosto, a 96,6 pontos.
A FGV também informou que, no entanto, o IE (Índice de Expectativas), que mede a confiança do setor para os próximos meses, apresentou avanço de 0,8 ponto, para 101,9 pontos, na comparação entre agosto e julho. A preliminar do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria sinalizou estabilidade em 75,7%.
A confiança da indústria brasileira havia ficado estável em julho com diminuição das contratações no setor, em mais uma indicação de que a atividade econômica tem perdido ímpeto neste início de segundo semestre. O Índice da Confiança da Indústria se manteve em 100,1 pontos neste mês, o mesmo valor registrado em junho.
Segundo o Boletim Focus do Banco Central, que consulta uma centena de economistas todas as semanas, a previsão de crescimento da produção industrial vem recuando. Para este ano, a estimativa é de expansão de 2,73%, enquanto para o PIB (Produto Interno Bruto) é de 1,49%.
IPCA
Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, os economistas do mercado financeiro mantiveram em 4,15% A sua estimativa para 2018.
Com isso, a expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% nesse ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, a inflação oficial do País, ficar entre 3% e 6% em 2018.
A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia). Para 2019, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua expectativa de inflação estável em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
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