Sábado, 23 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de setembro de 2018
Aliados do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já admitem a hipótese de ele não participar das atividades da campanha nem no segundo turno, caso passe para essa fase da disputa eleitoral. O candidato foi submetido na quarta-feira (12) a uma nova cirurgia que deve esticar sua internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. O efeito imediato na campanha será um cessar-fogo na artilharia contra ele por parte dos seus oponentes. Após ser esfaqueado, Bolsonaro foi poupado, mas os ataques voltaram assim que as pesquisas o colocaram na liderança com 26% das intenções de voto.
Opositores de Bolsonaro concluíram ontem que diante do novo quadro quem criticá-lo poderá ser visto pelo eleitorado, mesmo o que não vota no militar, como insensível.
As possíveis conexões de Adelio Bispo, o esfaqueador de Bolsonaro, devem ser apuradas em novo inquérito por causa da complexidade das informações. Cruzar dados de sigilo bancário é um trabalho mais demorado.
Integrantes do Centrão já pensam em manifestar apoio político a Ciro Gomes, hoje o candidato com mais chances de deter Bolsonaro no 2.º turno.
Alckmin não teria prejuízos porque vários nomes do Centrão já não o apoiam nos Estados. No Nordeste, grande parte era Lula e prefere agora Ciro a seu substituto Haddad.
Cirurgia
O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) voltou, na quarta-feira à noite, para o centro cirúrgico do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde passou por um procedimento que não estava previsto.
Segundo divulgou o hospital, ele está sendo submetido a uma nova cirurgia para correção de aderências que obstruem o intestino delgado.
Durante a tarde desta quarta-feira (12), Bolsonaro teve náuseas e distensão abdominal. O paciente passou por uma tomografia, que apontou a obstrução.
Em boletim médico divulgado às 23h de quarta-feira, foi informado que o candidato continua internado na unidade de cuidados semi-intensivos e que “evoluiu agora com distensão abdominal progressiva e náuseas, foi submetido a uma Tomografia de abdômen que evidenciou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Foi indicado o tratamento cirúrgico, que está sendo realizado neste momento”.
No boletim da manhã, os médicos informaram a suspensão da alimentação oral por causa do surgimento da distensão abdominal (inchaço do abdômen provocado por ar e que é consequência da redução do movimento do intestino). Desde então, ele vinha recebendo alimentação pela veia.
Assessora demitida
Uma assessora de Dilma Rousseff que trabalha na campanha da ex-presidente para o Senado de Minas Gerais foi demitida após debochar do ataque a Jair Bolsonaro. É o que afirma o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Após Jair Bolsonaro ser esfaqueado, Paula Zagotti escreveu no Twitter “ O feitiço virou contra o feiticeiro. Quem planta ódio colhe ódio. Metralhar petralhas? Parabéns por estimular a violência@jairbolsonaro!”
Minutos depois, a assessora excluiu a postagem na rede social e pediu desculpa. “ Fui mal interpretada, por isso deletei o meu último tuíte. Lamento o comentário infeliz. Repudio qualquer tipo de violência contra quem quer que seja.”
No dia seguinte, a ex- assessora apagou a sua conta do Twitter. Entretanto, a publicação foi retuitada por vários usuários da rede social.
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